12 janeiro, 2009

tem dias....






Van Gogh
the asylum garden at Arles
(c. 1889)







Podes ser bobo da corte ou teatral,
personagem de discurso verdadeiro,
da lucidez com manto intemporal,
"desrazão" és do percurso rotineiro,

que fabrica e inibe aos não eleitos
ser a sério, no seu mundo de tão poucos,
e precisa, para olhar os seus defeitos,
de distância, logo inventa os seus loucos,

a quem chama dementes e insensatos,
porque lê a vida a branco e preto.
Anti-desejo o "asilo" é o teu gueto!

Em nome de uma ordem estamos gratos,
p'la ilusão que o dia a dia segura,
que está longe e encerrada a loucura.

21 comentários:

Carminda Pinho disse...

Pois! Tem dias, tem noites...:)
Bjs

Delfim Peixoto disse...

adorei...
Bjnhs

meus instantes e momentos disse...

passando para te desejar uma feliz e inspirada semana.
Saudades de vc.
Maurizio

Anónimo disse...

Muito bem.

Carla disse...

estará mesmo longe e encerrada a loucura?
Não ficará sempre em nós um traço dessa mesma loucura, para que os dias possam ser suportáveis?
beijos e boa semana

Vanessa. disse...

Tem dias...

jorge c. disse...

Isto está muito bom! Está mesmo!

Maria disse...

Creio que a loucura anda mesmo aqui ao nosso lado...
Muito bom, e da pintura nem falo...

Bento disse...

Tem dias assim...entre o insano e o lúcido lá nos vamos equilibrando numa sobriedade cada vez mais impossível...Belo soneto!

mariab disse...

A loucura, longe e encerrada? Espero bem que não. :) Se falamos da loucura semelhante à desse que pintou o quadro... Beijos

Violeta disse...

todos temos dias, não é?
bjs e até amanhã.

anamar disse...

" A beleza é o poder gerado pela imagem" e "0 que seria do amarelo se não fosse Van Gogh/"..

Belo Poema....

Mr. Lynch disse...

Mdsol;
O eterno Van Gogh....
Extraordinário soneto!
Boa semana.
:)*

Lou Camille (na vida real Sílvia A.) disse...

Bravo!!! Bravo!!!!

Duarte disse...

Como gosto de sonetos!
Belo jardim, duma época passada mas cheio de encanto, como só Vincent o sabia fazer...

:)))

Abraços

intimidades disse...

oii

mil desculpas por nao ter andado a comentar o teu blog, mas ando cheia de trabalho e mal tenho tempo para respirar,,

se quiseres entrar em contacto comigo o msn e tigreza_esp@hotmail.com

JOkas

Paula

carmezim disse...

...pois, a aparente segurança/ilusão a que estamos gratos...aparentemente longe da loucura...num asilo rotineiro...

"Quanto mais feio, mais velho, mais perverso, mais doente, mais pobre me torno, tanto mais procuro tirar a desforra, fazendo as minhas cores brilhantes, bem equilibradas, radiosas"- Van Gogh

doces loucuras, estas, e todas as outras : )))

Vieira Calado disse...

Em sentido figurado, pode-se dizer que este é um soneto a preto e branco.
Gostei.

Cumprimentos

Tinta Azul disse...

mostra mais sonetos
dos teus...

:)

Arabica disse...

Mdsol...é pertinente.

Já conheci bobos de corte, teatrais no seu gesto, que inventavam loucuras a quem deles discordava.

Também tinham a "mania" que os outros, eram demasiado limitados para verem a vida com todas as suas cores.

Mas nem sempre a loucura é encerrada :)

às vezes apenas afastada.


Um beijo

heretico disse...

loucura encerrada. com chave de oiro...

belo.

há mais dias desses? (ou noites.)