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29 julho, 2010
reflexão
Munch, Edvard
puberdade
(1895)
Jogar de cor com a cor, corresponder
Com traço firme, pincelada rigorosa,
Sair do limbo do deve e do haver,
Saber dizer sem falar de verso ou prosa.
Banhar de luz, ser sol de qualquer ideia
Cortar com sombra o que for mais que real
Proporcionar o mundo novo que medeia
Entre sentir, querer bem ou querer mal.
Rasgar de raiva a vermelho o coração
Ou amainar os elementos com um véu
De verde manso bege doce azul do céu.
És tu pintor que me dás a tua mão
P´ra eu ver contigo. Essa arte é só tua
Que me faz, sem querer, ver-me tão nua.
(a propósito do "um" quadro de Munch, so long ago...)
12 janeiro, 2009
tem dias....

Van Gogh
the asylum garden at Arles
(c. 1889)
Podes ser bobo da corte ou teatral,
personagem de discurso verdadeiro,
da lucidez com manto intemporal,
"desrazão" és do percurso rotineiro,
que fabrica e inibe aos não eleitos
ser a sério, no seu mundo de tão poucos,
e precisa, para olhar os seus defeitos,
de distância, logo inventa os seus loucos,
a quem chama dementes e insensatos,
porque lê a vida a branco e preto.
Anti-desejo o "asilo" é o teu gueto!
Em nome de uma ordem estamos gratos,
p'la ilusão que o dia a dia segura,
que está longe e encerrada a loucura.
personagem de discurso verdadeiro,
da lucidez com manto intemporal,
"desrazão" és do percurso rotineiro,
que fabrica e inibe aos não eleitos
ser a sério, no seu mundo de tão poucos,
e precisa, para olhar os seus defeitos,
de distância, logo inventa os seus loucos,
a quem chama dementes e insensatos,
porque lê a vida a branco e preto.
Anti-desejo o "asilo" é o teu gueto!
Em nome de uma ordem estamos gratos,
p'la ilusão que o dia a dia segura,
que está longe e encerrada a loucura.
08 junho, 2007

A propósito de um quadro de Munch*
Jogar de cor, com a cor, corresponder
Com traço firme, pincelada rigorosa,
Sair do limbo do deve e do haver,
Saber dizer sem falar de verso ou prosa.
Banhar de luz, ser sol de qualquer ideia,
Cortar com sombra o que for mais que real,
Proporcionar o mundo novo que medeia,
Entre sentir, querer bem e querer mal.
Rasgar de raiva a vermelho o coração
Ou amainar os elementos com um véu,
De verde manso, beje doce, azul do céu.
És tu pintor, que me dás a tua mão,
Para eu ver contigo. Essa arte é só tua,
Que me faz, sem querer, ver-me tão nua.
Escrevinhado há mais de 10 anos
*Puberdade - E. Munch
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