15 março, 2008

...juro que não estou a dar com a língua nos dentes por causa de "pircingues"...

terão os dias contados?



argolas de Barcelos ou "carniceiras"









brincos à rainha de Viana do Castelo





Carniceiras ou argolas de Barcelos
Também chamadas "argolas de Barcelos" ou "de cigana", estiveram muito em uso, especialmente nessa região. Começaram a ser muito divulgadas a partir do princípio deste século, em especial pelas mulheres dos talhantes ( daí o seu nome ) daquela cidade, atestando a sua situação económica com tamanhos que atingiam por vezes dimensões desproporcionadas . São peças ocas, de ouro polido em canovão de secção quadrada, de ganchos, com grande incorporação de mão de obra . (texto retirado) daqui

Brincos à Rainha
São actualmente os mais usados e divulgados pelas mulheres de Viana, tendo origem no sequilé francês aproximando as suas formas à das arrecadas de Viana, incorporando-lhes os mesmos símbolos amuléticos. Apresentam forma lunular na parte móvel; SS (estilização de pássaros voando);triângulo invertido como remate (símbolo de fertilidade). Eram peças fundidas, mas com muitos acabamentos manuais . Estes brincos, juntamente com as laças, eram usados no princípio do sec.XIX pela nobreza e alta burguesia, com diamantes talhados em rosa, tendo sido posteriormente adaptados ao gosto popular, com as modificações referidas . Dada a sua belíssima forma, ocuparam o lugar que era devido às arrecadas de Viana . Também se chama "picadinhos" e "de Viana" . (texto retirado) daqui

2 comentários:

um Ar de disse...

As argolas de Barcelos, eu usaria, nos lóbulos furados das minhas orelhas...

Bem bonitos e minimalistas. E devem ser leves, por isso, nem cansam, nem provocam alergias.

Não tenho nada contra piercings, desde que não me obriguem a furar mais parte nenhuma do meu corpo.

Os furos das minhas orelhas devem-se a uma birra da minha avó paterna, que "obrigou" a minha mãe a mandar picar e repicar-me, ainda com pouco mais de um mês de idade, por causa de uns brincos pindéricos que ofereceu à primeira e única neta [já que não nasceu um rapaz, toca a torturar a rapariga].

Parece que aquilo era bastante arcaico e correu tão mal, logo na primeira volta, que houve segunda e acabei por nunca usar os brincos da minha avó!...

Só aos 20 anos descobri que os furos ainda lá estavam e passei a usufruir das suas possibilidades [mais para desviar a minha atenção deste pescoço enorme e esguio, que não tem qualquer explicação hereditária e evidente].

[BEIJOS]

mariadosol disse...

um ar de...
pois... histórias tão pessoais e bonitas e...ao mesmo tempo tão semelhantes.
beijos