19 dezembro, 2008

estado(s) de (c)alma




Kertész, A.
solitude, december 19
(1960)






Iva Bittová, morning song

"O que eu tenho feito para dar a cada hora da existência uma plenitude onde não tenha lugar o sentimento de solidão! Desde criança que não me conformo com esta sina do homem nascer só, viver só e morrer só.
...
Depois, foi o redobrar dessa consciência de que, por mais que fizesse, nada podia contra a condenação de, no mais íntimo dos íntimos, ser uma natureza erma e desolada.
...
Miguel Torga, diário XV, 124,125

nota em tom de sol







Granter, E. 
three times fast

8 comentários:

Anónimo disse...

Só se deixa de estar só quando se vive plenamente a inelutável solidão...

:)))) José-Carlos

Tinta Azul disse...

Nevou no verde e no azul
Ficou branco no branco.
Ficou bonito.

:)

António Torres disse...

Fast, mas os pássaros estão quietinhos sem voar.

in_side disse...

in-tegrar a sol-idão

(não na erma de-sol-ação)

mas sim (no

ali-cer-ce de

ser


?

Mr. Lynch disse...

Mdsol;
Miguel Torga e Iva Bittová: um deleite para os sentidos.
Bom fim de semana.
Bjocas

delicata disse...

Miguel Torga.. Gosto!


Sou uma militante de estar só :-))mas sem solidão.

Bjs

helena

daniel milagre disse...

Mdsol

Seleccionaste Miguel Torga, que é sempre uma boa opção. É sempre bom contcta com um naco da bela prosa deixada.
Beijos,
Daniel

Violeta disse...

mas qque ternura.
obrigada