Mostrar mensagens com a etiqueta coisas cá minhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas cá minhas. Mostrar todas as mensagens

23 maio, 2012

não, não foi o senhor doutor ministro que mandou fechar o bnb porque o bnb só tem importância privada e, mesmo esta, é tão pititi que nem conta ...





Finkleas, Kevin
empty pages
(2005)




Quanto mais pesada fica a situação maior é o vazio que se sente no bnb. Ninguém pode dar o que não tem. :)))

19 janeiro, 2012

aproveitamento [O Zeca Afonso que me perdoe]





Fernandes, Gustavo
nabo no pedestal 
2004






Zeca Afonso, menina dos olhos tristes

Ministro da fala triste
O que tanto o faz andar
O mercadinho não volta
Com novas p' ro alegrar

Vamos senhor pensativo
Olhe o tempo a passar
O mercadinho não volta
P´ra seus ditos confirmar

Senhor de meios cansados
Porque fatiga a sebenta
O mercadinho não volta
E há notícias de arrebenta

Nem fica triste consigo
Notação não o faz chorar
E o mercadinho não volta
Sem ser p'ra nos arrasar

Merkel sua comandante
é que o pode informar
Que o mercadinho na volta
Só lhe interessa o que restar.

Vem num pacote sinistro
Sem dignidade ou tostão
Pensa lá bem ó ministro
se terás algum perdão.

10 janeiro, 2012

Oh Aninhas, tu não te aninhes

Vou ficar a pensar no novo programa da SIC-N, moderado pela Ana Lourenço, Contracorrente. Este primeiro está a parecer-me, no mínimo, estranho. [Um exemplozinho: mal o António Vitorino arrancou claro e directo contra uma afirmação da Manuela Ferreira Leite, sobre tratamentos de saúde, mudou logo de assunto] [O conjunto dos convidados é muito catita: os já referidos, mais Manuel Sobrinho Simões, António Barreto e Francisco Balsemão]. Será que a Aninhas se aninha?

22 junho, 2011

pro vocação

Não há homens providenciais como,  neste momento, Fernando Nobre sabe de experiência feita. Já mulheres...

:))))

17 maio, 2011

ter voz no capítulo

A Taça UEFA tem 15 kilos de altura, sabiam? O Pedro Mourinho atropelou-se ali todo com as propriedades da Taça. Acontece! O que não pode acontecer é o Nuno Luz nunca mais cuidar daquela ansiedade e da respiração descontrolada cujo ruído, amplificado pelo microfone, provoca um efeito basto afastador ... Será que na sic ninguém dá conta?

23 março, 2011

des apontamento






Muhs, Jeff
descent of spring






Era o que me faltava: a primavera resolver acompanhar a descida do resto. Não há queda que resista a tanta decadência. Os derrubes sucedem-se desapontados e as ruínas erguem-se entre o derramamento das tácticas mais egoístas. As reservas delapidam-se e vamos todos por aí abaixo... A descida é trambolhão e desastre.

10 março, 2011

background







Kostabi, Mark
political disease
(1989)






No fundo, no fundo, estou curiosa para ver o fundo dos cartazes nas manifs do próximo dia 12.  A minha sugestão é que devem reforçar bem os cabos dos ditos. Com o impulso dado pelo sr. PR, nunca se sabe se, em vez de frente de ataque, não se gera mazé uma guerra dos chamorros.

05 março, 2011

queda (ler este título como se tivesse sido o Camões a escrever)

Tenho andado parada. Pode parecer paradoxal andar quieta, mas assim tem acontecido. Sem lastro para deixar rastos nas vossas "casas". Não é auto-suficiência, longe disso. Às vezes temos de nos gastar por aí, de decisão em decisão, até que novo equilíbrio suceda e nos dê chão e horizonte para retomarmos os outros. 

(Okay, eu sei que um :))) não exige muito. Terei perdão?)

:)))

06 fevereiro, 2011

perplexidade na bagagem







Birmelin, Robert A. 
intellectual baggage
(2001)






O pretexto para este apontamento é o que se está a passar no Egipto (e Tunisia), mas podia ser outra coisa completamente diferente. Um assunto sai do nada do quotidiano e, de repente, há imensa gente a falar sobre esse assunto, como se nunca tivesse falado de outra coisa na vida. Fico sempre muito perplexa. É certo que muitos dos especializados são repetidos de assunto para tema, o que me deixa ainda mais perplexa. Também é certo que, na maioria dos casos, são bem pagos pelo que dizem. Chegada a este ponto, na maior parte dos casos, apago.

19 dezembro, 2010

papel de embrulho






































Deixo papel de embrulho para todos, (enfim, as quantidades variam como compreendem) "feito" com o paint e um rato pespineta, no dia 1 de janeiro de 2010, e deixado aqui hoje, com uma lata dos  diabos. :))))

Nota: Tenho mais papel. Se precisarem é só pedir. Fitas é que não posso deixar aqui, que é coisinha que eu não faço! :))))))))

18 dezembro, 2010

estou que nem vejo





Estou que nem vejo e estou que nem posso. Perdi os óculos, de forma inacreditável, como inacreditável é o facto de os ter perdido segunda vez [um dia conto a história completamente inverosímil da primeira (refiro-me a um par concreto, entenda-se)]. Só que, agora, dentro de uma caixa preta, só pode ter acontecido uma coisa parecida com o seguinte: mudo para os óculos escuros quando entro no carro porque o sol me incomoda, coloco os óculos "brancos" na única caixa que uso já por causa das coisas, distraída deixo a caixa no colo, distraída continuo e saio do carro e a caixa cai ao chão e eu ... Não arranjo outra explicação. Que nerbos!

10 dezembro, 2010

é a vida, esse lugar comum








Kulicke, Robert
flowers on a dark background
(1960)



Trabalhamos juntas num grupo de trabalho em representação das nossas instituições, mantendo, ao tempo, uma relação profissional amistosa. Em momentos de decisão, não raras vezes concertamos posições. Eu deixei o grupo há uns quatro anos e nunca mais soube dela. Há mais ou menos um mês, a propósito de uma outra tarefa completamente diferente da que nos tinha colocado no caminho uma da outra, lembrei-me de que a sua colaboração poderia ser interessante. Convite enviado, a resposta foi pronta e generosa. Ontem fui recebê-la à entrada. O seu ar airoso lá estava a sorrir, embora, logo no tempo dos primeiros olhares e das primeiras palavras, uma certa exuberância que eu lhe conhecia, reflexo do grande empenhamento que coloca no que faz, me parecesse um pouco domesticada. Na fracção de segundo destas percepções houve tempo para admitir que já lá vão quatro anos e que o tempo tem essa capacidade peculiar de, sem alaridos,  nos amainar. - Como te foste lembrar de mim! Depois do meu agradecimento por ter vindo, o minuto que demoramos a chegar junto dos colegas que nos esperavam foi o tempo de um cancro declarado há um ano, operado em período recorde, com as sessões de quimio a recordarem que o espírito positivo ajuda muito mas não evita tudo ... Como é que tu te foste lembrar de mim?! Foi a pergunta insistente no fim dos trabalhos. Gostei tanto de ter vindo, como é que tu te foste lembrar de mim... Há coisas que não são para entender. Basta aceitá-las com humildade.

09 dezembro, 2010

romaria







Ladd, Rosemary
autumn leaves






as folhas partem
rumo ao húmus
com as nervuras à flor da pele.

29 novembro, 2010

desafago & desabafo




Banus, Juan Pablo C.
sad truth



Leio por aí que a sic anda em conversações para contratar uma senhora em cujo umbigo cabem dez códigos deontológicos, quarenta e nove inimigos pessoais, três ou quatro amigos pessoais,  a malta da redacção, um país e o que vier. A ser contratada nos moldes apresentados, e com as provas dadas no seu passado remoto e recente, não me parece que seja o contexto que a vai enquadrar, mas sim uma manifestação inequívoca de que a linha chanata-de-salto do jornalismo vence no referido contexto. E, deste modo, se atribui um valor hipostático a uma estrela decadente que assim se ri no nariz dos que mourejam realmente no dia a dia das redacções e dos que tentam manter uma classe profissional digna de assim ser considerada. É a crise, sei lá!

28 novembro, 2010

diz abafo


Betts, William
favela, Rio de Janeiro
(2009)
Mittarakis, Lia
Rio de Janeiro

Tenho andado com o coração apertadinho com o que se está a passar no Rio de Janeiro. Sei que não é assunto fácil e que as soluções simples não existem. O que sinto resulta de um emaranhado racional e emocional que não resiste, em argumentação, além do que a minha sensibilidade geral e do que várias experiências me permitem conhecer.  Uma delas: casal amigo, ambos bastante mais velhos do que eu, militantes de esquerda, activistas de longo tempo, daqueles que enraizaram as suas crenças e ideologia em tempos da ditadura, em combates bem difíceis. A posição contra a violência iam-na buscar sobretudo ao falhanço político e das políticas sociais em particular. As soluções todas longe da utilização de força. Culpas todas do lado da sociedade que produz e segrega os seus filhos menores,  vamos lá a saber quem é mais bandido se os que descem o morro ou os que sobem o planalto. Um dia, na sua casa nova, marido fora no estrangeiro, foi sequestrada na sua própria casa nova. Esteve em cárcere durante dias, de arma apontada, sem comer, sem descansar, a ter de implorar uma ida à casa de banho, tudo o que essas cenas arrastam. Privacidade violada, violência gratuita, requintes de malvadez perante a impotência de quem sozinho nada pode fazer contra três indivíduos armados... Julgo que os seus quase setenta anos a salvaram in extremis das ameaças do último abuso, o abuso sexual explícito. Mas, o que mais a magoou, o que lhe deixou marcas que a levaram à depressão, o  mais difícel de ultrapassar, não foi o que eles levaram, não foi a devassa ter sido tão profunda que teve de vender a casa nova dos seus sonhos, no lugar dos seus encantos. O que a desfez por dentro e por fora, foi ter percebido - os olhos deles Maria, não posso esquecer tanta animalidade - que a sua solução tão óbvia para aquele problema tinha desabado completamente e com ela um certo entendimento do ser humano e do mundo.

30 outubro, 2010

desabafo desencanto desafio

 




Vignoli, Fernando
my last money
(2008) óleo sobre tela






Espanta-me que muitos se espantem com pormenores. Sejam eles (os pormenores) relativos a horários, a quem começou o quê, ou mesmo quem foi mais elástico ou menos plástico. Todos sabemos que isto não é um acordo mas um arranjo. Todos sabemos que isto não é um compromisso mas uma cumplicidade, para tentar resistir. Todos sabemos que os verdadeiros antagonistas não aparecem neste jogo. Todos sabemos que estes compadres se entendem porque outros padrinhos o exigem. Todos sentimos que o pior não é o que está, mas a falta de esperança no que vai ser. A falta de sentido que se sente nestas costuras forçadas entristece todo o tecido que somos nós, repartidos entre os que foram e os esboços dos que hão-de vir. Olhemos para os joelhos massacrados de tanto se trabalhar em cima deles, sem outro fito que não o momento e com o olhar na direcção dos pés aos tropeções. Alguém me ajuda a pensar no que posso fazer para contribuir para que arranjemos não só o devido troco, mas também algum pé-de-meia que refranja o olhar noutras direcções, mais construtoras de futuro?

27 outubro, 2010

tapa sem cañas






LoCicero, Patrick
fall hydrangea
(2009)








Deixo flores, deste tempo. Com votos de um tempo bom!


[Adenda: Mal eu sabia que me havia de cruzar no hall do hotel com o don Manuel Fraga Iribarne. Um senador em cadeira de rodas e com um olhar de que não vos sei dizer, porque dividi o meu próprio olhar entre um senhor envelhecido e dependente e a memória de um dinâmico franquista.]

21 outubro, 2010

utilidades privadas







Kaufman, Amy
daisies





Ontem jantei com um grupo de amigos, entre os quais três Margaridas.
Quanto maior for a crise mais necessárias serão as redes solidárias e o interesse por coisas bonitas. Digo eu ...

15 outubro, 2010

pro vocação





Delaunay, R.
nature morte portugaise
(1916)





Portugal é um país ou um sítio?

09 outubro, 2010

com tradição






Rutstein, Rebecca
as we go up we go down
(2009)











Entre a falha e a superação, cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
Entre o disparate e a elevação, cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas (inspiração aqui).
Entre a realidade e a adivinhação, cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
Entre a facilidade das medidas rigorosas e o facilitismo, cá vamos andando com a cabeça entre as orelhas.
...