20 novembro, 2008

o OMO sim, lavará mais branco....




white collar cuff shirt
(do google)






parece que este colarinho branco, reforçado com o laranja da gravata, está a sentir que lhe pregaram um autêntico nó cego. sente que a sua camisa, agora de sete varas mais parece uma grade. precisa de companhia a curtíssimo prazo nesta autêntica prisão! e não me venham dizer que sou eu que "deito achas* para a fogueira"!
ver aqui


Hervah, minha prisão

*achas, também conhecidas como cavacos.

15 comentários:

Multiolhares disse...

e que queres que pensamos ?
ehehe
e para rematar ainda explicas
o que são achas,
só mesmo tu
beijokas

mena m. disse...

Se houvesse justiça a sério teria companhia nacional e internacional em barda!

Amanhã temos neve, que cobrirá o país com um manto de pureza...

~pi disse...

Barthes reflectiu algo muito, muito

insidioso sobre a pub ´branco mais branco não há`

talvez aplicável não directamente aqui, não sei bem, francamente, mas, na dúvida,

deixo isso que me ocorreu sobre a de certa forma reinvenção permanente da simbólica do impudor,

essa brancura-negrura, a neve, como diz mena,

Mar Arável disse...

Os cavacos merecem

a lareira

mais ainda os seus similares

O país está triste

e frio

O Puma disse...

As lareiras precisam

ser alimentadas

cristal disse...

Gostaria que os queimassem todos mas pelo que já levo de anos vividos e observados receio que nem chamuscados saiam...

Duarte disse...

OMO ou TIDE, que mias dá, se lavam bem! o que seria bom é que o fizessem com algumas línguas ladinas.
Gosto da camisa e não digo o mesmo da gravata.
A climatologia convida a queimar uns lenhos...

Beijinhos

sombra e luz disse...

assustador é que o homem é um senhor!...

será que qualquer ladrão de colarinho branco, pode ser responsável pelo aparelho fiscal dum país, ou precisa de gravata laranja? servir-lhe-ia uma rosa?
Olhe, não sei!... mas cheira terrivelmente mal e uma profunda nausea atravessa todo o edíficio, político-financeiro.

Incrível, real, e etc e tal!...
Fogueiras? é no s. joão!... aqui, era mesmo o napalm... fogo neles!...

Anónimo disse...

Lindoooooooooooooo post.
Vamos ver se o "pal" também será incomodado.

Garota de Ipanema

Anónimo disse...

Mas será que o senhor merece um post (apimentado com uma piada primorosa para os mais distraídos) ?
Sempre quero ver que pena apanha...
:)))
José-Carlos
(transdisciplinar)

Anónimo disse...

Deixo os grandes 'senhores' que se portam mal, ao destino que merecem (esperemos), outra sorte desejo para @s frac@s, que não sabem o que fazem...

Gostaria aqui de fazer uma partilha, sobre isso da liberdade/libertação que tod@s nós de alguma forma vamos tendo como desafio.
FARINELLI, um filme que me fascinou muitíssimo quando o vi pela primeira vez. Pensei se não seria eu a um tempo, tal 'il castrato' Farinelli, ou também e tantas vezes
tal qual Haendel no seu papel ali, ou ainda a mulher entre os dois irmãos - na reconciliação(de modo figurado apenas, diga-se).
Espero nunca ter sido como o irmão de Farinelli, mas por vezes, sob a melhor consciência, falhamos com alguém...

Gosto muito de Haendel e identifico-me com ele um bocado, não no talento mas no fracasso...algo como os sucessivos recomeços, tal Sízifo com sua pedra monte acima (segundo o Maestro V.Almeida a falar sobre o compositor).

Esse trecho do filme, inclui duas belas árias (de Rinaldo) e o diálogo de Haendel consciencializando Farinelli. Percebe-se sua 'prisão'.
'Lascia Ch'io Pianga'(tradução abaixo)
é preciosa, vale à pena ouvir e mesmo,(re)ver o filme;

Deixa que eu chore
minha sorte cruel,
que eu suspire
pela liberdade.
A dor quebra
estas cadeias
de meus martírios,
só por piedade

http://www.youtube.com/watch?v=ZNp8hYycx4c

(Farinelli - Venti turbini - Lascia ch'io pianga)

E também R.Barthes - pareceu-me que se segue bem ao que se andou a falar;

"Triste despertar, despertar dilacerante (de ternura) despertar branco, despertar inocente, despertar de pânico (Octave desperta de um desmaio: «Imediatamente os seus males lhe vieram ao pensamento; não se morre de dor, ou ele morreria nesse mesmo instante»)" (in Fragmentos de um Discurso Amoroso, Roland Barthes)

((algumas coisas por aqui, me deram algum alento;;))

***

Carminda Pinho disse...

Já não acredito na justiça portuguesa, Mdsol.
Vais ver que em nome de qualquer coisa, que hão-de inventar, o homem se vai safar. Até porque, há mais, muitos mais...
Isto é só para a CS, nos fazer esquecer outros imbróglios...tás a ver, não tás?
Hoje estou assim...

Beijos

mdsol disse...

A todos:
Não tenho respondido aos comentários, por falta de tempo. Mas, acho que está subentendido que os agradeço muito.

Mas a Carminda desafiou-me com o seu justificado cepticismo. Também eu ontem dei comigo a pensar que "este" para se ter deixado prender, já deve estar bem "escorado". E que,tal como uma andorinha não faz a primavera, também ele não faz o bando. E que outros têm de ser chamados à pedra.
Mas, que os anos oitenta deixaram medrar esta gente...deixaram! E medrou esta gente e não outra à sombra de alguns líderes(cala-te boca...)! Esta gente teve colo.
E, "estes" entraram na alta roda! Mas e os "clones" das rodas intermédias? Os medíocres e oportunistas que nessa década interpretando a moda yupi (?)treparam com expedientes fraquinhos, fraquinhos e agora estão nos lugares de decisão? Pois!
Eu cá não me esqueço dos anos oitenta. E não é uma sabonária cultural ou de regras de etiqueta mesmo que num(de)curso de 10 anos que me comovem!

:)))

tinta permanente disse...

Se as coisas se passassem noutro qualquer lugar mais arejado, caso seria para dizer, como o inesquecível Vasquinho da Anatomia 'estou a ver tudo muito negro'. Assim, contando com o que temos... a dita senhora morre solteira. Vai uma aposta?...

abraços!

Véu de Maya disse...

Maria do Sol!

dizem que o Omo é maravilha...e quanto ao resto quem poderá ser livre mesmo não estando na prisão, se tiver a onsciência pesada? E isso existe para quem?
talvez haja muitos...não julgo sem os dados todos mas lá isto me entristec é uma facto...Boa noite com alegria pra si...