Vignoli, Fernando
my last money
(2008) óleo sobre tela
Espanta-me que muitos se espantem com pormenores. Sejam eles (os pormenores) relativos a horários, a quem começou o quê, ou mesmo quem foi mais elástico ou menos plástico. Todos sabemos que isto não é um acordo mas um arranjo. Todos sabemos que isto não é um compromisso mas uma cumplicidade, para tentar resistir. Todos sabemos que os verdadeiros antagonistas não aparecem neste jogo. Todos sabemos que estes compadres se entendem porque outros padrinhos o exigem. Todos sentimos que o pior não é o que está, mas a falta de esperança no que vai ser. A falta de sentido que se sente nestas costuras forçadas entristece todo o tecido que somos nós, repartidos entre os que foram e os esboços dos que hão-de vir. Olhemos para os joelhos massacrados de tanto se trabalhar em cima deles, sem outro fito que não o momento e com o olhar na direcção dos pés aos tropeções. Alguém me ajuda a pensar no que posso fazer para contribuir para que arranjemos não só o devido troco, mas também algum pé-de-meia que refranja o olhar noutras direcções, mais construtoras de futuro?











































