07 julho, 2010

antes da pausa

"Que haja diferentes modos, estilos ou formas de vida, o leitor estará sem dúvida de acordo. Pois bem, Aristóteles distingue três tipos: a vida voluptuosa, a vida política e a teorética. Os que escolhem a primeira órbita identificam a felicidade com o prazer. Aristóteles não se mostra condescendente com eles. "Os homens vulgares mostram-se completamente servis ao preferirem uma vida de animais". Desde Platão até Bertrand Russel que se repete a metáfora: "O porco deseja uma felicidade de porco." John Stuart Mill modificou um pouco a frase: "Prefiro ser um homem desgraçado do que um porco feliz". Aristóteles expõe um problema de grande envergadura, que já mencionei ao tratar os níveis de evidência. Em cada nível as evidências são irrefutáveis. O que é refutável é o nível. Para quem escolhe, como diz Aristóteles, a vida voluptuosa, falar-lhe de outro tipo de satisfação é quimérico. "...

José Antonio Marina, Ética para Náufragos, Ed. Caminho 172/173

* negrito da minha lavra

2 comentários:

Mónica disse...

hmm n tou a perceber, q outra felicidade pode um porco desejar senão a felicidade de um porco?

agora q está na moda o hedonismo o aristoteles q vá pregar aos peixes :DDD

intimidades disse...

hmm eu acho que vou pela voluptuosa

e sem olhar pra tras

Beijos
Paula