19 maio, 2010

primavera policroma e polimorfa

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Salvo
primavera
(2008)






Apesar do sol generoso que se abriu, esta não é  hoje a nossa primavera. Com cores que animam e formas que abraçam, sem ruído, proporcionada e simples. Não sendo a nossa, e se calhar por isso,  não faz mal nenhum olhar e descansar nela, por um instante.

5 comentários:

Rogério Pereira disse...

MdSol

A aldeia está calma
por deserta, perdeu a alma
Sem ruído de crianças
Sem saltitar de tranças
A policromia está baça, esbatida
Foi-se-lhe a vida
Perdeu a polimorfia
e a alegria
As suas gentes não estão lá
De lá partiu a esperança
Ficaram calçadas
Já não calcorreadas
Só são chão
Fecharam-lhe a escola
O capanário perdeu função
Já não há procissão

O sol generoso que se abriu
Não tem ninguém a receber a sua generosidade

Esta não é a nossa primavera
Mas era a nossa aldeia
Morreu,
Como tantas outras vão morrendo
Todos os anos
Pela primavera

Descanse nela, por um instante
Nem se dará conta de que está
Como eu disse que ela estava

(desculpe a minha falta de sentido bucólico)

intimidades disse...

Apesar de estar sempre bom tempo por aqui, tenho saudades da primavera, as mudanças climaticas trazem sempre uma sensação de renovação

Beijos
Paula

jrd disse...

Por vezes resta-nos olhar para o que não é nosso, para não ter de olhar o que não existe.

Daniel Santos disse...

bom.

Moon disse...

Tenho saudades da nossa primavera...