12 maio, 2009

nem mais ...






Botelho, Inês
untitled
(2003-2004)









O AMIGO

Não voltará - o que dele me ficou
é como no inverno entre cortinas
de chuva um tímido fio de sol:
ilumina mas não aquece as mãos.

Eugénio de Andrade, pequeno formato (edição fora de mercado, 55)


J. Massenet, meditation (ópera Thais) Itzhak Perlman (violino)

[esmerei-me na musica... ora escutem]

18 comentários:

anamar disse...

mdsol ou mais gentil, maria do sol,
cheguei, parei, olhei e escutei!
Durante 4.48s, fui ao céu!
Deu para esquecer as Ermelindas, os Vitais e outros que tais!
Beijinho
:)))l

Fernando Vasconcelos disse...

Essa música é linda. Já a ouvi vezes sem conta, não tão bem tocada como aqui ... é que o meu filho tocou isso ... :-)

Carminda Pinho disse...

Linda mdsol,

o poema emocionou-me (ando assim...).
Os violinos trouxeram-me 4:48 de paz. Tão bonito...
Obrigada.:)

Beijinhos

Juani disse...

se van, pero siempre quedan sus recuerdos, preciosa la melodia
saluditos

carmezim disse...

esta combinação é sublime, esta música...

...não aquece...e corre o risco de deixar de iluminar...

beijos

:]

Justine disse...

A música não consegui ouvir, mas as palavras do Eugénio chegaram-me. Um abraço solidário!

~pi disse...

a presença, sim,

o que aquece,




beijo




~

António Abreu disse...

Boa selecção
:))))

Anónimo disse...

Amigo, é aquele que permanece para toda a vida...é aquele que desaparece e reaparece, está sempre lá.
Aquece-nos com a sua presença, permanecendo o seu calor na ausência.

mena m. disse...

Ie ao paraíso e voltar em cerca de 5 minutos!

Espantosos a música e o poema!

Ideal para relaxar enquanto se espera o 3º neto!

Um abração

bettips disse...

Amigo é lembrança. Um pedacinho de sombra que se projecta da luz (o quadro).
Comovo-me.
Bj

O Profeta disse...

A maresia adormeceu na areia
O mar transformou-se em espelho de água
Uma nuvem mirou-se nele
Verteu uma última gota de mágoa

Este sol que beija a ilha na manhã
Traz um sorriso cheio de mistério
Este verde orvalhado pela bruma da noite
É o tapete de um Deus no seu império


Boa semana



Doce beijo

jrd disse...

Resta o calor da poesia de Eugénio.

bettips disse...

De quando um violino nos chora por dentro, as meninas, adolescendo, sentam-se na beira da cama ou cruzam as mãos num canto. Interditas, na batalha anunciada que é viver. Mudam-se-lhes as faces, não se lhes muda o sentido.
BJ

lino disse...

Grandes, o Eugénio e o Massenet :))

intimidades disse...

fantastico

jokas

Paula

Tinta Azul disse...

A música é das minhas preferidas. [coincidência que a pus anteontem:)]
Ouve-a, também, no violoncelo do Yo-Yo Ma e no violino da Sara Chang. Interpretações diferentes mas todas lindíssimas.
:)

Duarte disse...

O bom amigo, amigo, sempre volta, enquanto pode... sobre tudo se existe uma música assim a chamar.

:)))))

Gostei, imenso

Abraço-te numa explosão de agradecimento, amiga...