08 março, 2009

e o que é óbvio não carece de demonstração ...

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Kramer, H.
catch and release
(2005)






" Coimbra, 30 de Abril de 1988 - Encontrámo-nos casualmente e contou-me mais uma das suas aventuras em que põe em risco todos os valores burgueses de que é ornamento.
_ Você, como já uma vez lhe disse, gosta de passear à beira dos abismos...
_ Mas não caio em nenhum, já reparou? Porque será?
_ Porque é incapaz de amar... "

Miguel Torga, diário XV, 111


Audra McDonald, down with love

10 comentários:

Anónimo disse...

apreciei muito este post.
Ky
:)))

WOLKENGEDANKEN disse...

Ah nao. O amor nao deve ser sinonime de "caer em abismos"!!

Bom, digamos nao deveria, porque reconheco que as vezes ....... :((

~pi disse...

sinto que amar não tem nada a ver com ab-ismos

tem a ver com coragem e entrega,

( torga e os seus pontos de vista "demarcados" num tempo, num espaço e num modo de vida muito próprios,





beijo






~

Donnola disse...

olha o miguel torga é q sabia mto de amor

heretico disse...

bem observado...

não cai quem não se deslumbra!...

Véu de Maya disse...

se o óbvio é verdade facto realmente não precisa...contra factos calem-se os argumentos.

boa noite

Arabica disse...

Miguel Torga e os abismos do Gerês...do amor, desculpa.

:)


Beijinho, até amanhã!

Arabica disse...

E que música!

Graça Pimentel disse...

Em 1988 ainda ias a Coimbra?... ihihih

Beijinho

poetaeusou . . . disse...

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as fragas
transmontanas,
no amor de Adolfo Rocha,
,
conchinhas,
,
*