26 janeiro, 2008

PAZ PONTUAL

Tempos de agora, com outroras bem presentes,
(é este o chão que nos foge para o futuro)
vivem-se em ritmo interior com umas lentes,
que de fora nos impõem estilo duro.

De eficácias e realismos dourados,
chegam miragens que alimentam ilusões,
de oásis em desertos confirmados,
com o poder que podem os saltitões.

E só se salva quem saltar sem tom nem som,
viver de "jás" em prisões de quantidade,
lado de fora de quem ama a liberdade

radical de ir ao fundo, de estar com.
Nestes saltos sobressaio incapaz.
Quero o contrário de ZAP(ing) que é PAZ!

S/D (escrito há bastante tempo, mas não antes da proliferação dos comandos remotos...)
imagem: Picasso, Cara e Pomba


2 comentários:

um Ar de disse...

Ainda bem que voltaste à eloquência discursiva.

Fazia-me falta!...
Bj

Mariadosol disse...

oh minha linda "um ar de":

quanto muito escrita terapêutica...