Deixo flores, deste tempo. Com votos de um tempo bom!
[Adenda: Mal eu sabia que me havia de cruzar no hall do hotel com o don Manuel Fraga Iribarne. Um senador em cadeira de rodas e com um olhar de que não vos sei dizer, porque dividi o meu próprio olhar entre um senhor envelhecido e dependente e a memória de um dinâmico franquista.]
Otro dia mas que se desprende de mi cuerpo
una razon de amar
de campartir contigo mis sentidos al cantar
que entiendas que mi musica es para ti
Asi quiereme
asi como yo soy un loco que te ofrece amor
un despiadado amante de la vida y la pasion
un soñador que insiste ser tu religion
Te llevare en mi voz
Te robare el corazon
me contaminas sin saber
que tu eres parte de mi inspiracion
Amame tal como soy
sigueme hasta el final
de esta carrera que estoy cruzando
Subete a mi corazon
no puedo detener el vuelo
de mi vida cautiva
Yo te seguire en cada paso de tu vida
me recargare
para observar tus sentimientos cada anochecer
quiero cantar contigo siempre hasta el final
Asi quiereme
asi como yo soy un loco que te ofrece amor
un despiadado amante de la vida y la pasion
un soñador que insiste ser tu religion
Te llevare en mi voz
Te robare el corazon
me contaminas sin saber
que tu eres parte de mi inspiracion
Amame tal como soy
sigueme hasta el final
de esta carrera que estoy cruzando
Subete a mi corazon
no puedo detener el vuelo
de mi vida cautiva
MÃOS
...
E depois no fim dos tempos
uma floresta de acenos
uma floresta de mãos:
na plenitude dos corpos,
pela ressurreição a mão retomará
seu lugar e sua função: a mão.
Maria de Lourdes Belchior, gramática do mundo, IN-CM, biblioteca de autores portugueses, 16
[Quando se ouve happy birthday dear hummmm hummm deve "ouvir-se" happy birthday dear João]
E para todos os outros, os que não são o meu amigo João, um bom dia do senhor! :)))
É simples: estou super ocupada e, para a semana, nem vou estar por cá. Ficam umas coisas programadas, para ver se o branquinho não implode de vez. Passem uns dias bons. Eu se tiver tempo mando notícias da Galiza. :))) Vou ter moitas saudades. Espero que todas as nenas e todos os nenos queden ben por aquí
Poizé! Se todos, em todos os sectores da actividade, e apesar do ano passado não ter corrido nada bem, tivessem este desempenho, neste momento, de certezinha que a tia Ângela e o tio Nicolau batiam a bolinha mais baixo com os sobrinhos, em particular com os mais pequenitos. Ah pois!
Adenda: Adelino Maltez diz coisas ali na sic-n, coisas com as quais, no geral, me identifico e que, de forma rebuscada, tentei sugerir aí em cima. É que esta Europa está mesmo uma treta...
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
E o abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de mãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! eu quero o amor, o amor mais profundo
Eu quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda ternura que eu quero lhe dar.
Uma boa semana para quem passa! E dias ainda melhores para quem ouvir a romaria da Elis! :)))
Elis Regina, romaria
É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo
É de laço e de nó
de gibeira, o giló
dessa vida comprida a solo
Sou caipira, pira, pora, Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
Sou caipira, pira, pora, Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
O meu pai foi peão, minha mãe solidao
Meus irmãos perderam-se na vida à custa de aventuras
Descasei, joguei,
Investi, desisti
Se há sorte, eu não sei, nunca vi
Sou caipira, pira, pora, Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
Sou caipira, pira, pora, Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
Me disseram porém que eu viesse aqui
Para pedir de romaria e prece paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostar meu olhar, meu olhar, meu olhar
Sou caipira, pira, pora, Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
Sou caipira, pira, pora, Nossa Senhora de Aparecida
ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida
[Nota: vou estar muito ocupada. Não vou ter tempo para as visitas regulares por aí. Eu sei que quem perde sou eu. Por isso, mesmo que espreite, vai ser muito a correr, sem tempo para deixar rasto]
PECador - todo aquele que contribui para a necessidade do pec
PECadoraço - pec sem salvação possível
PECaminosamente - modo do pec se processar.
PECaminoso - qualidade dos criadores da fatalidade do pec, qualidade intrínseca do pec
PECante - o que vive do e para o pec
PECável - a condição de quem provoca o pec. Este conceito está na base da questão essencial: ora olhai os delírios do campo do capital financeiro que, por um lado é o mais pecável e, por outro, relaciona-se com o pec de forma impecável!
PECha - influência, geralmente pequena, de quem tenta contrariar o pec
PEChincha - consequência da aplicação do pec ao desgraçado do pec, para o senhor doutor engenheiro magistrado e arquitecto mercado, que lhe chama um figo (à pechincha)
PEChisbeque - resultado a médio e longo prazos, da aplicação do pec ao próprio pec.
PÉ-Cochinho - pec que além de pec é manco e desarticulado (necessita de travessões para fazer as ligações)
PECuliar- pec lusitano
PECuliaridade - pec virtual
PECúleo - a sua falta está, em parte, na génese do pec, o que é ilusório: o pecúleo só muda de poiso
PECuária - agremiação dos que conduzem ao pec
PÉCora - o mesmo que peca, feminino de pec, só podia ter má fama
PEÇonha - estado de quem, bem çentado na banca, cria condições para o pec
PEÇa - usa-çe com ironia. Exemplo: este pec é uma boa peça!
[Nota: aceitam-se melhorias, dentro do espírito da brincadeira. É que fiz isto correndo, antes de ir tomar café com as minhas amigas, como sempre faço no dia do senhor, ao fim da manhã. ]
[E não fiquem aqui esPECados, façam favor de, pelo menos, ouvir a música do post aí em baixo, enquanto olham as cores do outono, que não tardam aí, para meu contentamento].
Não há muito tempo, referi aqui o meu desacordo com o conteúdo desta notícia que, a ser verdadeiro, entre outras coisas revelaria muita descordenação e decisões que contrariam entendimentos relativamente pacíficos, nomeadamente em relação à qualidade da dieta dos alunos na escola. Pois bem, numa cerimónia de promoção da dieta mediterrânica, ao responder a uma jornalista que associava a crise à dificuldade de seguir a dita dieta (a jornalista deveria saber que a dieta mediterrânica não é cara, devia, devia) a ministra da saúde Ana Jorge acaba a perguntar porque é que os pais dão dinheiro para os alunos irem às máquinas, quando as refeições na cantina eram muito mais equilibradas e baratas. O branco no branco, mesmo consciente da sua dimensão pititi, atreve-se a sugerir à ministra Ana Jorge que dê uma ligadela à colega ministra Isabel Alçada, a ver se ela tem alguma coisa a ver com a decisão da Parque Escolar ou se o negócio faz parte de uma aventura que ultrapassa o ministério sob sua alçada (sim aqui com letra minúscula).
E também não me comovo com títulos destes. Toda a gente sabe que leite é diferente de leite achocolatado e que este é um péssimo alimento que por aí se vende. [Bem isto não é uma defesa das medidas de austeridade tout court. O que quero dizer é que, a aumentar o iva, é preferível que o façam em alimentos que, de facto, não são essenciais e até são desaconselhados.
Se, porventura, acharem que a realidade anda pouco criativa, monótona, sem emoções suficientemente fortes para nos sacolejarem os dias, aqui fica a sugestão para criarem as vossas próprias histórias. Publico calmamente esta sugestão porque sei que o branco no branco não chega a uns maduros que inventam p'ra caramba.
Entre a lição de resistência e esperança que os mineiros nos dão e o trabalho de todos os envolvidos nos trabalhos do seu resgate, a minha comoção só aumenta. Abençoados: conhecimento, investigação, reflexão, tecnologia, destrezas, vontade, empenho, ... que permitem um trabalho tão competente.
Portanto, os que permitem (ou exige) que, hoje em dia, se trabalhe sem as condições de segurança permitidas pelos: conhecimento, investigação, reflexão, tecnologia, destrezas, vontade, empenho ... desculpem-me a crueza da linguagem, mas são umas bestas com forma de gente.
Há um regato
sinuoso,
fio de água
cristalino,
sibilino,
correndo pelo dorso
de prado clandestino.
É segredo que guardo,
cioso,
só para mim.
Quero-o assim,
aos pássaros e aos corços.
Jorge Avidal, instantes lugares evasões, ed. campo das letras, 34
O início do resgate dos mineiros presos desde Agosto numa mina de ouro, a quase 700 metros de profundidade, no deserto de Atacama, no Chile, previsto para as zero horas [hora de Lisboa] deste dia 13 de Outubro de 2010, mais do que um sinal, é a certeza de que, apesar das imperfeições, o ser humano é capaz de gestos extraordinários. Com o coração apertadinho espero que os 33 mineiros, resistentes exemplares, heróis de facto, cheguem todos bem. Penso, também, em todos os que se empenharam directamente na operação de salvamento. E espero que a comunicação social comunique só o necessário.
Dia 23de Janeiro de 2011: eleições para a Presidência da República. No imbróglio em que nos encontramos convinha-nos um presidente que visse além de Cacilhas e pensasse além dos númAros. Convinha-nos um presidente culto e generoso. Convinha-nos um presidente aberto e bem preparado. Convinha-nos um presidente sensato e firme. Estarei a pensar mal?
The Beatles, help
Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help.
When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.
When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these daya are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.
Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me, help me, help me, oh
Se houver por aí uma alma caridosa que não se importe de me ajudar a perceber quais os requisitos necessários para ser conselheira do FMI, eu agradeço. Até agora só consegui perceber que deve ajudar bastante ter formação em economia, estar entre os sete especialistas do the quarterly journal of economicsas sete mais elegantes da revista Caras, participar numa conversa de generalidades na rtp, e fazer declarações à tsf, conseguindo falar sem dizer rigorosamente nada (ouvi ontem quando vinha para casa, daí a minha curiosidade). Já agora, o FMI não é uma entidade muito importante, tanto que até dita muitas das regras com que somos obrigados a viver?
Estava a ler esta curiosidade e lembrei-me da história que o Rui Veloso contou num concerto no Coliseu do Porto, imediatamente antes de cantar "O prometido é devido". Se bem me lembro, a história era mais ou menos assim: no final de um espectáculo que ele deu numa localidade algures por aí, uma fã já não muito jovem, que o foi cumprimentar, disse-lhe entre parabéns e afins, que tinha gostado muito mas que estava muito triste porque ele não tinha cantado a do gás. Como? Terá ele perguntado à fã embevecida e cuja idade o obrigava a alguma deferência. Não cantou a do gás! Não estou a perceber, eu não tenho nenhuma canção que fale de gás. Ai não que não tem, então aquela em que a rapariga diz que se ele for ao gás, ela tira o vestido?
Naquele trilho secreto,
Com palavra santo e senha.
Eu fui língua e tu dialecto.
Eu fui lume, tu foste lenha.
Fomos guerras e alianças,
Tratados de paz e passangas.
Fomos sardas, pele e tranças,
Popeline, seda e ganga.
Recordo aquele acordo
Bem claro e assumido
Eu trepava um eucalipto
E tu tiravas o vestido
Dessa vez tu não cumpriste,
E faltaste ao prometido.
Eu fiquei sentido e triste.
Olha que isso não se faz. Disseste se eu fosse audaz,
Tu tiravas o vestido,
E o prometido é devido.
Rompi eu as minhas calças.
Esfolei mãos e joelhos.
E tu reduziste o acordo,
A um montão de cacos velhos.
Eu que vinha de tão longe,
Do outro lado da rua.
Fazia o que tu quizesses,
Só para te poder ver nua.
Quero já os almanaques.
Do Fantasma e do Patinhas,
Os Falcões e os Mandrakes.
Tão cedo não terás novas minhas.
Dessa vez tu não cumpriste,
E faltaste ao prometido.
Eu fiquei sentido e triste.
Olha que isso não se faz. Disseste se eu fosse audaz, Tu tiravas o vestido,
E o prometido é devido.
I met my old lover
On the street last night
She seemed so glad to see me
I just smiled
And we talked about some old times
And we drank ourselves some beers
Still crazy after all these years
Oh, still crazy after all these years
I'm not the kind of man
Who tends to socialize
I seem to lean on
Old familiar ways
And I aint no fool for love songs
That whisper in my ears
Still crazy afler all these years
Oh, still crazy after all these years
Four in the morning
Trapped out, yawning
Longing my life a--way
I'll never worry
Why should I?
I know it's all gonna fade
Now I sit by my window
And I watch the cars go by
I fear I'll do some damage
One fine day
But I would not be convicted
By a jury of my peers
Still crazy after all these years
Oh, still crazy
Still crazy
Still crazy after all these years
Um amontoado de mimalhos armados em conservadores modernaços, a ver se arranjavam um 31. Mais apropriada do que invocar as palavras de Martin Niemöller parece-me a invocação da história do Pedro e o lobo. É que, depois, não há manifestação que nos salve a nós, mesmo que nos ataviemos com a gravatucha. O diletantismo de uns é pago muito caro. Mas que mimalhos!
Alguns comentários a este post levam-me a dizer que, também eu, acho a iniciativa da remodelação das Escolas altamente meritória e politicamente acertada. O meu reparo vai para o modo como esta medida tem sido posta em prática, em demasiados casos. Dos testemunhos que tenho ouvido, e são bastantes, sobressaem muitos problemas, por exemplo, de funcionalidade e adequação às funções, que resultam em grande parte da falta de diálogo, arrogância e da falta de preparação específica, nomeadamente dos arquitectos: laboratórios sem água, pavilhões sem tomadas, janelas que não permitem salas arejadas, espaços polivalentes com "arejo" a mais, materiais inapropriados, soluções que duram pouco, cores completamente desadequadas até do ponto de vista das boas condições para a aprendizagem, aquecimento mal programado, indiferença pelas especificidades do uso das instalações, espaço das bibliotecas pior ... Alguém, professora, defensora das políticas de educação, nomeadamente do governo anterior, sintetiza: a escola ficou pior, está aparentemente muito lindinha mas em termos funcionais está muito pior. Ora, os problemas da funcionalidade e da adequação das soluções, são da esfera da competência dos profissionais que, no terreno, acompanham os trabalhos de remodelação. Esta desadequação e falta de qualidade não se situa na esfera política, situa-se na esfera ética e na esfera do exercício da competência profissional (deontológica, para abreviar). Este é o tipo de "problema" que me incomoda particularmente: a falta de rigor e o formalismo com que, muitas vezes, se tenta tapar o falta de empenhamento naquilo que se faz. É por estas e por outras que não vamos lá... Os governos não têm a culpa toda, nem a culpa de tudo. Há uma dose de culpa "profissional" e individual, no fracasso colectivo que paira por aí.
Tenho quase tudo contra e quase nada a favor. Acredito que, se este tipo de decisão tivesse uma equipa pluridisciplinar a apoiá-la, fosse tomada com base em critérios educativos e formativos e não resultasse de uma leitura fragmentada e modernaça da vida, este tipo de equipamentos não teria futuro nas escolas, quanto mais um futuro risonho. Aliás, pensando melhor, bastaria algum bom senso. Alimentos caros e pouco cuidados é o que, normalmente, estas maquinetas oferecem. Gostava de saber onde ficam as campanhas contra a obesidade e por uma alimentação saudável. Realmente a Parque Escolar está a sair melhor do que a encomenda. Pelas histórias que ouço sobre as obras realizadas nas escolas, e de que dou este exemplo, a incompetência grassa. Agora, até na alimentação metem o bedelho, tal a amplitude da sua (in)competência. E não, não acho que o "contexto político", chamemos-lhe assim, explique tanto disparate. Esperemos que a notícia não seja bem assim.
Pastine, Ruth ethics and desire, and strength's vulnerability limitless
(2009)
A Portuguesa
[É para ouvir, tábem?]
[Alguém me explica o que é que o António Costa Pinto está a fazer na sic-n? Aparentemente está a comentar os discursos proferidos na sessão solene das comemorações do centenário da implantação da República mas, não se ouve nada. O senhor tem um registo de voz que só usa frequências e tons que o põem a falar para o boneco. Pois se não se ouve?! E o mal se pega-se porque o Luís Delgado que normalmente se ouve bem, também já encontrou uma frequência em que pouco se percebe. Não que a perda seja importante, entenda-se!]
Adenda, com a ajuda do comentário do JRD: "Ontem fui um cão. Hoje sou um cão. Amanhã provavelmente vou continuar a ser um cão. Há tão pouca esperança de avanço”. Snoopy
E é imbuída (hum... palavra catita) do melhor espírito (e corpo, ora bem) que aqui deixo o link para o manifesto dos economistas aterrorizados. Ânimo novo, minha gente!
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" em teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Sem euforias nem depressões acentuadas, parece-me que a pergunta é legítima. A questão é mais funda do que passar uns tempos de aperto. Tivessemos nós a certeza de que estavamos a construir um futuro de jeito.