02 dezembro, 2010

finalmente os mercados dão a cara (I)






Hirst, Damien
hallucinogenic head
(2008)







Mercado fotografado num momento de(s) contra acção. Convém não ficar muito impressionado com o verde desta facção dos mercados actuais, muito modernaços. Tanto verde, cheio de matizes, nada tem de ecológico e é só o mercado a dar uns ares esperançosos, para disfarçar a sua  natureza raivosa e quasi-marciana. Também o roxo e o lilás não revelam um apego à causa feminista, mas sim a manifestação da sua única paixão: fazer um cristo de cada um de nós. Frenéticos, como os sabemos entre paraísos, também este elemento se apresenta seco de carnes. A falta de visão é notória e, claro, de tanto meter o nariz em todo o lado...

8 comentários:

ariel disse...

..."de tanto meter o nariz em todo o lado"

Um must, superlativo!!!!

:)))

beijinho

Rogério Pereira disse...

Falta-lhe a queixada
onde terá sido deixada...

Disse-me um economista coveiro
que sempre que não aparece o maxilar
a coisa vai continuar...

Anónimo disse...

MAGNÍFICO!

mantenha-se na onda e ajude-nos a sorrir...tendo vontade de chorar!

Francisco Clamote disse...

Acho que são cores a mais, mas percebo a intenção. Cinzento é que lhes fica melhor.

intimidades disse...

sera uma distração?

Beijos
Paula

Je Vois la Vie en Vert disse...

Gostei do verde...;D
Beijinhos
Verdinha

Daniel Santos disse...

não percebo nada de economia.

R. disse...

Genial!! :)

A descrição é acertadíssima e a natureza espectral, que se lhe adivinha, completa o quadro. Todos falam dos 'mercados' mas nunca ninguém os personificou. Preferem a ganância aberta e a rentável especulação a coberto do anonimato, numa (como elequentemente ouvi dizer há tempos) economia de casino...

Sempre pertinente e inesgotável na criatividade, mdsol!