15 dezembro, 2010

gosto de quem canta bem-em-em-em, é uma coisa boni- i- i- ta


Côro do exército vermelho, barqueiros do Volga

Se a irmã E. tivesse acesso ao you-tube, no final da década de 60 do século passado, teria posto o coro do colégio a cantar esta bonita peça? E eu, uma das solistas, como me empenhava a modular a voz, de modo a recriar o ambiente desejado [0h lá iça, iça iça, ...  iça iça lá]...Lembrei-me disto a propósito deste post da Ariel no seu Cirandando.

[Sim, para deduções [SÓ PARA EFEITOS DEDUTIVOS, MAINADA, QUE EU NÃO SOU DE CISMAR] sou do tipo do protagonista daquela história antiga, [muito antiga como à frente se verá], que ouve na rua um desconhecido dizer-lhe SENHOR! num tom bastante forte, como forma de o chamar a atenção para o encontrão que acabara de lhe dar e, meia hora mais tarde, lembra-se  do assunto e pensa: alto lá... senhor? senhor dos passos - paços do concelho - conselho de Ministros - Ministro da guerra - Guerra Junqueiro - Junqueiro - Junqueira, Junqueira  - Alcântara, Ancântara-mar, mar - mar alto - alto da serra - a serra fica perto do céu - o céu é azul - azul é cor da tinta de escrever - a tinta de escrever vem da linhaça - a linhaça põe-se no peito dos meninos quando são pequeninos, os meninos quando são pequeninos bebem leite - o leite vem da vaca, a vaca é "mulher" do boi! Ai o que ele me chamou!]

6 comentários:

Mónica disse...

tenho uma vaga ideia desta história :DDDDD

ariel disse...

É o toque perfeito de que o post precisa para ficar bem rematado.
:))

Muito obrigada, querida Maria do Sol.

Beijinho

:)))

myself disse...

Ainda conservo os discos de vinil dos Coros da Armada Soviética, comprados às escondidas

Gostei da história que desconhecia completamente...rsrs
Beijo

heretico disse...

convém não exagerar. de facto...

(ainda que se tenha boa voz.) rss

beijos

Rogério Pereira disse...

Agora sou eu que ando praqui a correr sem tempo para ler e perceber...

(nunca gostei muito de exercitos, nem mesmo dos cantantes de agora e de antes...)

lino disse...

Há quantos anos não lia este raciocínio mirabolante mas genial :D