24 maio, 2008

um certo essencial

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Mondrian, P.
tableau one,
(1921) 










QUADRO I

Universo passado a limpo
Linhas tortas ou sensuais desaparecem.
A cor, fruto de álgebra, perdura.


Carlos Drummond de Andrade, Arte em exposição, Farewell, 33

6 comentários:

Duarte disse...

Não deixa de ser uma boa eleição. Ambos, entram no mesmo tema.
Para pintura geométrica a do José Maria Yturralde, catedrático de BBAA da U. Valência.

Anónimo disse...

Como sempre, belas escolhas...
:))
Transdisciplinar

Tinta Azul disse...

a magia do rectângulo do ouro de Mondrian
e do ouro das palavras de Drummond de Andrade.
:)

um Ar de disse...

Este teu "um certo essencial", não deixa de ser, muito "certamente", repousante...

Tenho saudades da minha passagem pela geometria euclidiana... pelos limites e derivadas, pelas abcissas e ordenadas...
Pelas certezas, ainda ingénuas, de que uma recta se define por dois pontos [mesmo que o ponto não tenha dimensões...].

Hoje, sabia bem acreditar num universo passado a limpo!... Tão a calhar... a crença e o acreditar!

[Beijo desta outra "metouta"]

luis lourenço disse...

A geometria para além de facilitar os arranjos do espaço e da estética
desperta também para o início de movimentos subtis.

com apreço

Justine disse...

Um cristal puro, o poema do Drummond de Andrade. Linhas primordiais, no Mondrian. Dão-se bem, juntos.