10 junho, 2010

dezversos

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Martin, K.
chance, order, change 18
(1981)










 
As armas e os barados assinalões
Que, da ocidental prana lusitaia,
Por mares nunca dados navegantes,
Passaram ainda alana da Taprobém,
Em perigos e guerrados esforcerras
Mais do que prometia a fana humorça,
E entre gente remaram edificota
Novo reino que taram sublimanto;

Não sei porquê, em miúda, decorei a primeira estrofe de Os Lusíadas  nos preparos que vos apresento: trocando, entre si, as últimas sílabas das penúltima e última palavras de cada verso. Francamente não sei qual é a piada. Coisas de uma cabecita improdutivamente desassossegada. Mas, como me parece que anda tudo um bocado de pernas para o ar, não só aqui no nosso aniversariante rectângulo, mas também por esse velho continente fora, aqui fica o disparate. Se puderem, sorriam. :)))


my beautiful blue country - Alfredo Keil/Luís Pipa
Vídeo a partir de fotografias de aluafutua

[Eu sei que ainda postei este vídeo há pouco tempo, mas como tem tudo a ver... e a ouvir ...]

14 comentários:

O Puma disse...

Admito que no mesmo tempo mas em outras paragens a versão que cantávamos era mais brejeira
mas enquadra-se no mesmo "espírito"

Boa malha

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Com algum desassossego que me rouba tempo, mas mesmo assim com temo para :-)

intimidades disse...

so digo uma coisa

Obrigada

Beijos
Paula

Justine disse...

Tudo de pernas para o ar, menina, até o tempo: chove que deusadá, quando devia estar um sol radioso!
Olha, bom feriado:))

Mónica disse...

mikado :D
é a segunda vez que não escreves "aluaflutua" será de propósito :P
bom feriado ;)

Blondewithaphd disse...

As primeiras estrofes que eu decorei foram da "Mensagem" do Pessoa. Eu teria 5/6 anos e era parte do plano que a Mãe delineou para eu aprender Português em três meses. Acho que resultou:)

Aqui ao leme sou mais do que eu
Sou um povo que quer o mar que é teu
E mais que o mostrengo que minh'alma teme
Manda a vontade que me ata ao leme
D'el Rei Dom João II.

(Claro, eu lia com uma grande entoação teatral própria da idade e com um sotaque um bocado esquisito:))

Violeta disse...

A bogue-esfera é um bairro. Também visito a lua flutua...

jrd disse...

Nesse tempo só nã se podia cantar era o "canto nono". ;)

JPD disse...

Também escolhi Camões para a edição de hoje num outro blogue que partilho.

Bjs

lino disse...

As cabeças das crianças tem razões e significados que os adultos desconhecem.
Beijinho

Daniel Santos disse...

apesar de tudo, temos de sorrir.

Rogério Pereira disse...

MdSol
Escolhi errado, coloquei poetas falando sério
escrevendo sério
cantando sério

A propósito, o rio que vejo nesse video não é o mesmo de que me fala, escreve e canta o "meu" Alberto Caeiro?

Não mando beijinho
(continuo constipado...)

Zélia Guardiano disse...

Adorei, mdsol!
Ri muito, até porque eu, na infância, também sabia de cor alguns versos, assim alterados, e me divertia muito com isso.
E você tem razão: as coisas andam tão desorganizadas ( se estão desorganizadas aí, imagina por aqui, nesta terra novata...rsrs... Af!!!), que estes inventos humorísticos acabam, mesmo, fazendo sentido.
Como diz meu filho: anda tudo fora do cabo...rs...
Beijinhos

heretico disse...

menina precoce... lol