19 junho, 2010

poucas palavras

Hoje, na pastelaria onde costumo ir aos Sábados buscar um pão especial e não só, à hora em que a tv transmitia a chegada do corpo de José Saramago ao aeroporto de Figo Maduro:
_ Onde vai ser enterrado? Pergunta-me a funcionária atrás do alto balcão
_ O corpo vai ser cremado. Respondo o mais empenhadamente que posso.
_ Queimado?
_ Cremado, sabe, não sabe?
_ É queimado: ai que não gosto nada dessas coisas de queimar o corpo.

5 comentários:

intimidades disse...

tambem a cremada que quero ser

um adeus ou ate ja quando o ler outra vez

beijos
Paula

jrd disse...

Há por aí quem desejasse tê-lo feito.

mdsol disse...

JRD
Bravo! (Porque sei que fui muito rebuscada quando trouxe para aqui o diálogo, que aconteceu tal e qual, para simbolizar que, por um lado, ainda há quem não tenha palavras e, por um lado, há quem tenha as piores].
E quem diz o corpo diz tudo, acrescento eu...
:)))

Mónica disse...

seguindo o teu pensamento, ele pôs-se mtas vezes a jeito para q lhe "queimassem" os ditos, podem agora assar-lhe o corpo. a obra é incombustível.

Rogério Pereira disse...

"Nem só de pão vive a mulher" ou "as vantagens de se estar bem informada"

Estes podiam ser titulos alternativos desse seu post (que vou guardar pelo seu elevado sentido de oportunidade...)