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13 janeiro, 2011

na boca do lobo




Stuelpnagel, Daniel
sem título
(2002)


Não há becos sem saída. Há sim, por vezes, entradas para becos cujas saídas obrigam ao esforço de nos elevarmos em planos muito difícieis.

11 janeiro, 2011

a descoberta da pólvora





Hirst, Damien
allucinogenic head
(2008)







Podem não me dar a idade que tenho mas também ninguém me tira os anos...  :))))))

10 junho, 2010

dezversos

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Martin, K.
chance, order, change 18
(1981)










 
As armas e os barados assinalões
Que, da ocidental prana lusitaia,
Por mares nunca dados navegantes,
Passaram ainda alana da Taprobém,
Em perigos e guerrados esforcerras
Mais do que prometia a fana humorça,
E entre gente remaram edificota
Novo reino que taram sublimanto;

Não sei porquê, em miúda, decorei a primeira estrofe de Os Lusíadas  nos preparos que vos apresento: trocando, entre si, as últimas sílabas das penúltima e última palavras de cada verso. Francamente não sei qual é a piada. Coisas de uma cabecita improdutivamente desassossegada. Mas, como me parece que anda tudo um bocado de pernas para o ar, não só aqui no nosso aniversariante rectângulo, mas também por esse velho continente fora, aqui fica o disparate. Se puderem, sorriam. :)))


my beautiful blue country - Alfredo Keil/Luís Pipa
Vídeo a partir de fotografias de aluafutua

[Eu sei que ainda postei este vídeo há pouco tempo, mas como tem tudo a ver... e a ouvir ...]

04 março, 2010

rebuscado, eu sei ...mas actual



Wayne, L.
breaking & entering: the mouth that roared, IV 
 (2000)





Não gosto de línguas de trapo compridas até ao umbigo onde se atolam em raivas pessoais.

02 março, 2010

de cadências

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Burgers, B.
decadence
(s/ data)








... de modo que a decadência pode  aparecer bastante disfarçada e não se mostrar ao primeiro olhar...

18 fevereiro, 2010

sem estilo nenhum, nenhum ...

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Fraser, J.
in the absence of rhetoric
(2009)





O que não é grave. Até vos poupo. Para figuras de estilo já bastam os figurões e as figuronas que por aí andam a dizer que não podem dizer. Confuso, não é?

17 fevereiro, 2010

sol & citação

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Auberty, M.
hard sun
(2008)



 
Sol de pouca dura, para quem tem trabalhado de sol a sol em certas teses e, agora, não pode querer sol na eira e chuva no nabal.

08 fevereiro, 2010

é de mim, ou isto não tem ponta por onde se lhe pegue?

Está tudo varrido? Só me lembro da história do pastor Horácio a berrar aí vem lobo, aí vem lobo, para se divertir e, depois, quando o lobo veio mesmo...
Bem se vê que só nasceu em 1968 e não percebeu bem a história que começou a terminar 6 anos depois.

Adenda: estou extasiada com a dupla Cabrita & Crespo a debitar doutrina e a ditar sentenças ali no jornal das 9 da sic-n. Mário & Felicia, são uma delícia. Crespo & Cabrita a dupla que se cita. Felícia & Mário, sensação do comentário. Cabrita & Crespo - não rima com nada de jeito.

06 fevereiro, 2010

palavras em português de Portugal, só isso.

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Pastine, R.
ethics and desire, and strength's vulnerability limitless, red green series
(2009)




Não vejo maneira de arranjar posição. Para me sentir confortável na preocupação. E não estou com dores nas costas. Aliás, o corpo não me dói. Desconfio que o crescente zumbido em redor, se afirmou numa espécie de moedeira da alma. Além de ninguém gostar de ter a alma moída, também não vejo tratamento rápido. E se os males do corpo traem a competência para viver, ficar mal da alma provoca danos ainda mais fundos: desânimo, sem ânimo, sem alma... Desalmados, não vamos a lado nenhum.
Ontem não ouvi um noticiário e hoje passei pela papelaria onde costumo comprar os jornais e não entrei. Tomo estes sinais como passageiros. Posso não ser uma alienada distante - e sempre tentei não o ser - mas, também, não quero ficar uma alheada militante. Na prática fará alguma diferença?

Luís Cília, meu país (poema de Daniel Filipe)

MEU PAÍS

Meu país meu país
Do céu límpido calmo
De campos cultivados
De praias e montanhas.

É para ti meu canto
A minha esperança.

Ouço a tua voz triste
Oh, meu país sem culpa
Ouço-a nos dias mornos
No amanhecer cinzento.

E é para ti meu canto
A minha esperança.

Meu país onde a traição domina
E o medo assoma nas encruzilhadas
Meu país de prisões e covardias
E de ladrões de estradas.

Meu país de operários
Cavadores, marinheiros
Meu país de mãos grossas
Plebeu, sensual, resistente.

É para ti meu canto
A minha esperança.

Para ti meu país
Levanto a minha voz sobre o silêncio
Desta noite de angústias
E de medos.

Nada pode calar
O nosso riso aberto
Ei-lo que invade
A terra portuguesa
E vozes juvenis formam o coro.

Por isso é para ti meu canto
A minha esperança.

Já ouço passos,
Vêem na distância
Desfraldando bandeiras e cantando
E é para ti oh! meu país liberto
O seu canto de esperança e claridade.

Daniel Filipe

02 fevereiro, 2010

em português nos entendemos

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Wilton, N.
palimpsest

Isto hoje está atupido de visitas porque aqui publicaram um comentário que deixei por lá. Sosseguem que eu não passei nenhuma capina aos autores, não me referi a eles como deslarados e ninguém se  encediou comigo.  Também não me pus lá a fazer moafas e não me ocupo com qualquer estardalho. Gosto de esterroar, é o que é.  Claro que se eu fosse um moteno, ou muito entanguida, isto não aconteceria. Uma simpatia, sem mesurices e nada remisgada que eu, que não me acho farsola, assinalo.

Uxu Kalhos, erva cidreira
:)

10 janeiro, 2010

diva gação

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é somativo e não sumativo. É uma soma e não uma súmula. Sendo soma fica a divisão, a subtracção e a multiplicação para os demais.

08 janeiro, 2010

exaltações




Gussow, A.
cold elation
(1970)






Mais do que exaltar o frio, acho o frio um bocado exaltado.

14 dezembro, 2009

saídas possíveis

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Ghidinelli, K.
aftermath






"... hoje quero dar-lhe um enorme "passou bem", demorado e firme, que dê tempo à pele para trocar as impressões que quiser".


E. Morricone, playing love, violoncelo Yo-Yo Ma

13 dezembro, 2009

Concurso de Natal 2009 - Burros de Presépio [d 'A Barbearia do senhor Luís] (2)

O prometido é devido. Aqui está o burro do branco no branco (bbb) opositor ao concurso Burros de Presépio organizado pel' A Barbearia do Senhor Luís. Deixo também o desabafo do bbb quando lhe pedi para entrar no concurso e ele percebeu a imensa exposição mediática a que ia ser sujeito:

Apesar de bem nutrido
E não ter um ar plebeu
' Stou sem focinho escondido.
Desses burros, não sou eu.

Sou um burro atinadinho
E escolho bem os meus sócios
Não caio em engodinhos
Bancos de Palha, Negócios

Quando não posso, arreio
Para não trocar a porta
Das casas com o correio,
Nem o montado por Horta

Meu trabalho preferido
É só bafejar Jesus
Mas ando tão dividido
Entre Belém e a Luz...

Com este modo de estar
Tão íntimo dos do Céu
Apetece perguntar
Se o burro sou mesmo eu...

Este burro só pode ganhar destacadíssimo... ou não!

:)))

corrupções

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Hafez,K.
mighty hands








Amor Corrupção é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não que se sente;
É um contentamento descontente do contente;
É dor que desatina sem a doer;

É um não querer mais que bem muito querer ter;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de o contente;
É cuidar que se ganha em se sem perder;

É não querer estar preso por vontade;
É servir a benesses quem vence, o ao vencedor;
É ter com quem nos que matar a lealdade.

Mas como causar pode seu favor sua extinção
E Nos corações humanos amizade, pôr verdade
Se tão contrária a si é o mesmo a corrupção?

[Camões que me perdoe por favor
O oportunismo desta adaptação
Ideia que me chegou sem eu supor
Ao comentar no Delito de Opinião]

E andamos nisto...


Guess...

05 dezembro, 2009

é cada tirada!

.




Zviedris, V.
when all is forgotten
(2008)






Em relação às pessoas o tempo tem isto: ao corpo faz misérias, ao resto ... maravilhas.

30 setembro, 2009

é cada tirada!





Simpson, L.
phone orange
(2008)
(grafite em papel)




Por mais palácios que habite, nunca sai da marquise inicial.


Nel Monteiro, azar na praia

10 julho, 2009

you will see (2)





Savage, K.
summer dress
(2006)








Assim ... verão

03 julho, 2009

take it easy




Tarcila do Amaral
paisagem
1969





Assim, calmamente. Porque a realidade às vezes é muita...

30 junho, 2009

todos iguais todos diferentes



Conceitos por vezes difíceis de definir, do ponto de vista teórico, este exemplo demonstra cabalmente as diferenças entre primeiro mundo e terceiro mundo. Como se vê, não tem nada a ver com estatuto (ambos são presidentes) com cor da pele (ambos são negros), com género (ambos são homens) enfim, essas coisas básicas. Mas, os animais sabem bem a diferença e "actuam" em conformidade:
_ 1º mundo, o animal sucumbe à palmada certeira do presidente.
_ 3º mundo, o animal faz xixi no presidente e vai à sua vida.