17 abril, 2009

casa de chá & palavras







Dias, J.
Casa de Chá da Boa Nova
de Álvaro Siza Vieira
(foto daqui)*

CASA DE ÁLVARO SIZA NA BOA NOVA

A musical ordem do espaço,
a manifesta verdade da pedra,
a concreta beleza
do chão subindo os últimos degraus,
a luminosa contensão da cal,
o muro compacto
e certo
contra toda a ostentação,
e refreada
e contínua e serena linha
abraçando o ritmo do ar,
a branca arquitectura
e nua
até aos ossos.
Por onde entrava o mar.

Eugénio de Andrade, homenagens e outros epitáfios, 55


D. Shostakovich - tahiti trot (tea for two)

* Ver melhor a Casa de Chá aqui.

20 comentários:

Arabica disse...

Solinho,

depois de ter visto na 2 um documentário interessantissimo sobre Eileen Gray, não posso deixar de achar curiosa a coincidencia de ambas as casas (a sua E1027 e a de chá) estarem frente ao mar e ambas serem de tão grande inspiração :)

Maria disse...

É lindíssima...
e não me importava nada se esta casa fosse minha...
:)))

tá bom, podias ir lá tomar chá :)

anamar disse...

Adorava conhecer esta casa de chá... Só de nome...
Um dia quem sabe... com thea for two or three...
esta interpretação é maravilhosa, não conhecia, também...
Santa ignorãncia a de hoje....
:.)))

vbm disse...

É muito bela e exacta
a descrição literária
de eugénio de andrade.

Um dia, devíamos,
uns quantos de nós,
vituais,

marcar um chá não-virtual
na casa do farol da Boa Nova!

...

Osvaldo disse...

Olá Mdsol;

Para explicação do post que falta;

Eu tinha preparado o post "A Virgem e o Menino" antes do post dos impressionistas e deixei-o em lista de espera...
Quando publiquei o actual post, este ficava antes dos Impressionistas o que dava a impressão que era um post já passado o que não era verdade...
A única solução, foi eliminar o post para que este passa-se para a frente...
Mas fica prometido que não caio no mesmo erro e na proóxima semana volto a publicar outros quatro quadros de impressionistas porque para agora já tinha preparado as pinturas de Vallotton.

Não sei se me fiz compreender. Obrigado pela observação.

bjs Mdsol.
Osvaldo

Clarice disse...

Já lá estive, mas bebi café!:)

Duarte disse...

Poucos sítios do solo pátrio são de tanta beleza como este. O salão de chá e restaurante quase não de vê lá metido entre as pedras, mas quando lá chegas tudo tem outra dimensão. Aqueles enormes vidros é o único que nos separa desse Oceano imenso. Os sofás são cómodos e o local paradisíaco: um lugar idóneo para estar só, como acompanhado.
É um homem da terra que conhecia aqueles arredores desde miúdo. Foi uma das suas primeiras obras, esta uma pequena obra, mas criou uma maravilha, até nos mais pequenos detalhes.
Fui muito por ali e seguirei indo, só me falta ir em plena noite, já falta menos!.

Beijo-te, embebido em doces recordações

jrd disse...

Enormes, ambos.

Justine disse...

Que melhor descrição dessa casa magnífica? Casa e palavras, de braço dado!

jose albergaria disse...

E na pedra, no pedregulho imenso, fronteiro, está, se bem me lembro, O Só, nobre e impante.
Quando tinha menos anos, fui muito feliz na Casa de Chá de Leça.
Muito obrigado por nos mostrar as belas imagens do Vieira, do Siza.
Abraço,
JA

Proteja a sua Internet disse...

http://protejainternet.blogspot.com

Henrik disse...

absolutamente deslumbrante essa casa de chá...

mena m. disse...

Também quero!
Eu que sou uma cházeira!!!

Uma beleza a casa e o poema!
Beijinho e bom fim-de-semana

Toze disse...

Que engraçado...hoje também falei de chá !

:)

mfc disse...

Por falar nisso... há tanto tempo que lá não vou!
Gostava de ir à noite e ficar ali a ver o mar iluminado pelos holofotes...

lino disse...

O grande José Fontinhas. A casa não conheço, só sei que não fica na Póvoa da Atalaia :))

Pjsoueu disse...

MDSOL:)

Amei entrar neste lugar. Gostei imenso da sensibilidade poéticas das palavras interligadas com as imagens deveras soberbas no sentido mais empolgante do termo:)

beijos

Pj

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Ainda na semana pasada lá estive!

Maria Velho disse...

ai! mdsol já fui Tão FELIZ aqui!

~pi disse...

pedra sobre pedra

(ali-tão-visível,

o farol

as gaivotas

o calor fumagante

do

chá,





~