31 agosto, 2010

estou esclarecida - um lado do caso Carlos Queiroz

... de modos que o grande problema do doping em Portugal chama-se Carlos Queiroz. Isto contado ninguém acredita. Por exemplo, quando aconteceu isto, não recordo alarido semelhante ao actual.  O "crime" é tal que para casos efectivamente passíveis de penalização, o castigo mínimo é de 2 anos de suspensão e só se atreveram a dar-lhe 6 meses! Tempos difíceis estes, em que vale tudo. A Adop, tutelada pelo governo, de cujas decisões só há recurso para instâncias internacionais, qual asae assanhada e deslumbrada com o seu poder inesperadamente na berra, faz um lindo serviço. Ao desporto, não me parece. Também assim, por motivos esconsos, se diminui um combate de um problema grave que é o doping no desporto. Com amigos destes o desporto não precisa de inimigos. O IDP bem pode limpar as mãos ao absurdo a que está a dar cobertura.

Adenda, que resultou do comentário do Lino: A questão das palavras é importante mas não pode sobrepor-se à ausência de acções que efectivamente boicotassem o trabalho da brigada que foi fazer o controle. O próprio CQ já lamentou tê-las dito.

Escrito antes da anunciada entrevista de CQ na sic.

finzinho agosto








Burgers, Bobbie
the heat of summer desire






:)))

porque hoje é terça


João Gilberto, o amor em paz

Eu amei
E amei ai de mim muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
A razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor
É a coisa mais triste
Quando se desfaz
O amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz

28 agosto, 2010

notícias fresquinhas de dias quentes

Depois de, pela manhã, ter comprado os jornais do dia no café do Dias, depois da primeira leitura acompanhada pelo primeiro café do dia, um dia espectacular de praia, na praia da Arda, ou do Bico ou da Mariana, assim lhe dão nomes diferentes. Já ontem assim tinha sido. Não troco os dias nestas paragens, sobretudo quando a nortada vai de férias, por outras badaladas ou de acesso mais sofisticado.
Beijos a abraços sem imagens que estou em portátel emprestado.

:))),

sábado de manhã (123)




Matisse, Henri
odalisque, harmony in red*
(1926)




* (este subtítulo não é piada para as papoilas saltitantes, juro!)  :)))

27 agosto, 2010

Não sei se havia necessidade (6)







Leonardo da Vinci
Mona Lisa (La Gioconda)
(1503-1506)








Rat, Blek le
Mona Lisa with money










 
Nat King Cole, Mona Lisa

Mona Lisa Mona Lisa, men have named you
You're so like the lady with the mystic smile
Is it only 'cause you're lonely, they have blamed you
For that Mona Lisa strangeness in your smile?

Do you smile to tempt a lover, Mona Lisa?
Or is this your way to hide a broken heart?
Many dreams have been brought to your doorstep
They just lie there and they die there
Are you warm, are you real, Mona Lisa?
Or just a cold and lonely, lovely work of art?

Do you smile to tempt a lover, Mona Lisa?
Or is this your way to hide a broken heart?
Many dreams have been brought to your doorstep
They just lie there and they die there
Are you warm, are you real, Mona Lisa?
Or just a cold and lonely, lovely work of art?

Mona Lisa, Mona Lisa

26 agosto, 2010

a lâmina acerada do silêncio







Barnet, Will
silent seasons - summer
(1974)










O SILÊNCIO

Dai-me outro verão nem que seja
de rastos, um verão
onde sinta o rastejar
do silêncio,
a secura do silêncio,
a lâmina acerada do silêncio.
Dai-me outro verão nem que fique
à mercê da sede.
Para mais uma canção.

Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer, 25


Simon & Garfunkel, bridge over troubled water

25 agosto, 2010

reposições de verão







Dill, L.
dress of change
(2006)










PROVÉRBIO

O que vier com alma nova, fique.
Deite a sua raíz,
Cresça, floresça, frutifique,
E morra se outra seiva o contradiz.

Miguel Torga, libertação (Poesia completa I), 199


Janet Baker,  when I am laid in earth,  (Dido and Aeneas, Purcell)

publicado com o título para saltar alto ou longe é preciso ter chão, em 25 de Setembro de 2008

24 agosto, 2010

bracara augusta


Carmen Amaya bailando


parabéns ao Sporting de Braga que tão bem eliminou a sevilhana!

porque hoje é terça


Otis Reading, I' ve got dreams to remember

[Não acredito que não tenham suspirado ... ou preferiam uma versão do Percy Sledge?]

23 agosto, 2010

manhã de segunda, mas uma boa semana (43)





Stuppin, Jack
songs of the earth, Mt. Tamalpias, summer
(2009)








Banda do Casaco, país portugal (1977)

Devagarzinho vou voltando. Beijos e abraços com saudades.

21 agosto, 2010

07 agosto, 2010

sábado de manhã (120)




Modigliani, Amedeo
reclining nude with blue cushion
(1917)

05 agosto, 2010

até já






Lempicka, T.
en plein été
(1928)







Embora o portátel ande sempre comigo é tempo de espairecer por aí. Já sei que vou ter saudades: levo-as todas para que não fique nenhuma  por aqui. Até muito breve. Portem-se mal! :))))

[Ah! as senhoras dorminhocas cá  aparecerão pontualmente ao sábado de manhã]

04 agosto, 2010

remoteness


Dire Straits, so far away

Here I am again in this mean old town
And you're so far away from me
And where are you when the sun goes down
You're so far away from me

So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me

I'm tired of being in love and being all alone
When you're so far away from me
I'm tired of making out on the telephone
And you're so far away from me

So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me

I get so tired when I have to explain
When you're so far away from me
See you been in the sun and I've been in the rain
And you're so far away from me

So far away from me
So far I just can't see
So far away from me
You're so far away from me

não sei se havia necessidade (5)




Giorgione
sleeping Venus*
c.1508




Magyari, John the Elder 
renaissance study (Giorgione)
(1992)







* ver sábado de manhã (78)

03 agosto, 2010

a seguir à flor vem o fruto






Bascove
summer fruit
(1999)











DIÓSPIROS

Há frutos que é preciso
acariciar
com os dedos com
a língua

e só depois
muito depois

se deixam morder

Jorge Sousa Braga, o segredo da púrpura [o poeta nu - poesia reunida, 153]

se fossem gambuzinos era grave, como são gaifanas já não é? (4)

De acordo com o DN o PGR diz que tem os poderes da Rainha de Inglaterra. Entretanto levantam-se vozes críticas limitando uma saída consequente ao seu pedido de demissão ou parecido. O que eu vejo é que o PGR tomou medidas práticas que são consequentes com o seu descontentamento e denuncia de forma clara males práticos que sente no exercício da sua função. 

Já houve um tempo em que eu também achava que tudo se resolvia com o barulho gerado pelo bater da porta. Hoje acredito que bater com a porta pode servir para fechar ainda mais o que se quer mostrar que não está bem. 

Eu cá tenho muitas dúvidas. E se as partilho aqui é porque sei que quem sabe discutir estes assuntos a sério está de férias e, portanto, há espaço para leigos... :)))

porque hoje é terça


Jacques Brel, quando on a que l' amour

Quand on n'a que l'amour
A s'offrir en partage
Au jour du grand voyage
Qu'est notre grand amour
Quand on n'a que l'amour
Mon amour toi et moi<
Pour qu'éclatent de joie
Chaque heure et chaque jour

Quand on n'a que l'amour
Pour vivre nos promesses
Sans nulle autre richesse
Que d'y croire toujours
Quand on n'a que l'amour
Pour meubler de merveilles
Et couvrir de soleil
La laideur des faubourgg

Quand on n'a que l'amour
Pour unique raison
Pour unique chanson
Et unique secours

Quand on n'a que l'amour
Pour habiller matin
Pauvres et malandrins
De manteaux de velours
Quand on n'a que l'amour
A offrir en prière
Pour les maux de la terre
En simple troubadour

Quand on n'a que l'amour
A offrir à ceux-là
Dont l'unique combat
Est de chercher le jour
Quand on n'a que l'amour
Pour tracer un chemin
Et forcer le destin
A chaque carrefour
Quand on n'a que l'amour
Pour parler aux canons
Et rien qu'une chanson
Pour convaincre un tambour

Alors sans avoir rien
Que la force d'aimer
Nous aurons dans nos mains
Le monde entier

02 agosto, 2010

reposições de verão





 Gauguin
Van Gogh Painting Sunflowers, 1888



Van Gogh
Gauguin's Chair with Books and Candle
1888









Publicado com o título gosto desta troca de galhardetes, em 24 de Março de 2008

recreio

Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra mãe
É das palavras pequenas
Como tal o é também.

manhã de segunda, mas uma boa semana (42)





Anderson, Kathy
madison beach roses





Uma boa semana para quem passa.


Paulo de Carvalho, o meu mundo inteiro

Todos te querem bem
mas tu não, mas tu não
todos te querem também
mas tu não,mas tu não
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu
não quiseres ouvir
vou estar aqui, por ti...

Quando não tens ninguém
eu estou cá, eu estou cá
e quero-te também
tu não vês, tu não vês
eu vou estar aqui, vou estar aqui
para quando tu, não quiseres ouvir
vou estar aqui, por ti

Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem

E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir, porque

(Refrão)
Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem

E quando me vejo ao espelho
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir,

Pra mim, pra mim
e pergunto-me
quando é que esse espelho vai sorrir
para mim

Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem
e...

Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem

Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro

Eu não quero
eu não quero, ver o mundo inteiro
pronto a esquecer que tem alguém
que não tem tratado bem...

01 agosto, 2010

bitaite






Jackowski, Andrezej
vigilant fox
(2009)




1) Não haverá uma alma sabedora e bem intencionada no Ministério da Educação que impeça a Ministra de transformar uma abordagem, que parece correcta, de um problema real, em meia dúzia de frases que mal acabam de ser ditas já precisam de ser parafraseadas?

2) Mas não se estava mesmo a ver que, colocado da maneira que foi, o assunto da não reprovação ia despertar muitos comentários oportunistas, precipitados e demagogos?  E ter um tratamento jornalístico próprio dos tempos actuais?

3) Agora para os que pensam mesmo que não reprovar é, forçosamente, facilitar: era uma vez um país onde, não há muito tempo (possivelmente quando muitos de nós andavam no Liceu) só muito poucas crianças e jovens chegavam ao ensino secundário (e à universidade muito menos). O Liceu era um local onde só andavam os que davam para os estudos. Por isso, os problemas de aprendizagem, cognitivos ou de outra ordem, quase não se colocavam. Pois se só lá andava quem dava para aquilo? Se o aluno, à partida, tinha condições para aprender e se não aprendia porque era cabulão, é natural que não passar de ano fosse castigo suficiente para aprender a mudar de hábitos e passar a ligar mais um pouco à coisa.

4) Com o acesso generalizado de toda a população à escola quem a frequenta não é só quem dá para os estudos (e não vamos discutir agora o dá para quê). Na escola há questões novas a resolver. Há novos alunos com novos problemas que não podem ser resolvidos com soluções do tempo da máquina a vapor. Tem isto a ver com facilitismo? Não forçosamente. 

5) Há problemas que a reprovação só acentua. A lógica é outra, faço-me entender? Não se trata de facilitar a passagem, trata-se de resolver o problema do aluno por outras vias  que não a simples reprovação e, deste modo, até impedir que os alunos que dão bem para os estudos, sejam prejudicados em turmas muito complicadas onde se gasta muito tempo com as questões da organização da aula, tempo que faz muita falta para as actividades de aprendizagem da matéria propriamente dita.

6) Pior é continuar na mesma lógica e, depois, quando não funciona, abrandar-se o rigor para despachar o assunto. Isso sim, ajuda o facilitismo.

Fica este apontamento rápido. Mas, cada vez mais confirmo a tese: no ME deve haver submarinos que gostam de afundar decisões políticas que, à partida, têm potencial para andar em terra firme. Já com a ministra anterior era a mesma coisa. E não pode ser só falta de comunicação.

[Adenda: podem sempre argumentar que quem não dá que saia da escola. Pois, mas aqui entra a minha firme convicção de que todos têm direito à educação e à formação adequadas, de modo a desenvolver em cada um a possibilidade de ser gente de corpo inteiro]

há domingos assim (12)



 



Harms, Robert
august
(2006)








Um dia do senhor a gosto!  :)))


Charlie Parker, summertime