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17 dezembro, 2010
07 dezembro, 2010
proeminência da função, cada qual toma a que pode
Fenn, Harry
the wise teacher
E se os advogados entendessem que a leitura e interpretação dos acórdãos não fazia parte das suas funções e, como tal, teriam de ser pagos à parte para fazerem esse favorzinho? E se os médicos exigissem pagamento diferenciado para interpretar os exames complementares de diagnóstico, porque isso não faz parte intrínseca das sua profissão e é um jeitinho que fazem ao doente? [Antes que me enviesem o juízo: eu disse pagos à parte, não insinuei, sequer, que o pagamento destas tarefas não seja incluído no pagamento geral a que têm direito].
A ver se nos entendemos: uma coisa é reivindicar condições dignas para exercer a profissão de professor, em todas as tarefas que a perfazem, outra coisa é mandar umas bazucadas nas pernas da profissão, dissociando-se [conceptualmente] de uma tarefa que faz parte intrínseca deste ofício e, pelo que me parece, é um dos redutos do exercício indiscutível da autoridade do professor. Mesmo sendo por motivos económicos, o ME atribui proeminência à função dos professores (ao incluir a correcção dos exames nas suas tarefas docentes - só eles os podem corrigir) e os professores (leia-se sindicato) parecem querer desvincular-se dessa atribuição, exactamente porque os motivos do ME não são os correctos. Nunca devem ter ouvido falar nas contradições do poder, nem na possibilidade de as aproveitar, neste caso, para o reforço da identidade profissional. Exijam-se horas extraordinárias se for caso disso, pagamentos à parte é que não. Vai dar ao mesmo? Mas parte de pressupostos completamente diferentes. No primeiro caso reforça-se a exclusividade do contributo que os professores dão à sociedade, logo reforça-se a sua importância como grupo profissional. No segundo caso esvazia-se esse contributo (se corrigir exames não faz parte das tarefas do professor, faz parte das tarefas de quem?). Mas isto… sou eu aqui a falar... que entendo que os professores devem ser pagos para poderem corrigir os exames e não corrigirem os exames para serem pagos.
A ver se nos entendemos: uma coisa é reivindicar condições dignas para exercer a profissão de professor, em todas as tarefas que a perfazem, outra coisa é mandar umas bazucadas nas pernas da profissão, dissociando-se [conceptualmente] de uma tarefa que faz parte intrínseca deste ofício e, pelo que me parece, é um dos redutos do exercício indiscutível da autoridade do professor. Mesmo sendo por motivos económicos, o ME atribui proeminência à função dos professores (ao incluir a correcção dos exames nas suas tarefas docentes - só eles os podem corrigir) e os professores (leia-se sindicato) parecem querer desvincular-se dessa atribuição, exactamente porque os motivos do ME não são os correctos. Nunca devem ter ouvido falar nas contradições do poder, nem na possibilidade de as aproveitar, neste caso, para o reforço da identidade profissional. Exijam-se horas extraordinárias se for caso disso, pagamentos à parte é que não. Vai dar ao mesmo? Mas parte de pressupostos completamente diferentes. No primeiro caso reforça-se a exclusividade do contributo que os professores dão à sociedade, logo reforça-se a sua importância como grupo profissional. No segundo caso esvazia-se esse contributo (se corrigir exames não faz parte das tarefas do professor, faz parte das tarefas de quem?). Mas isto… sou eu aqui a falar... que entendo que os professores devem ser pagos para poderem corrigir os exames e não corrigirem os exames para serem pagos.
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06 dezembro, 2010
manhã de segunda, mas uma boa semana (57)

Zhang Jing Sheng
the variations of a garden at fall IV
Dias aconchegados para quem passa.
Zeca Afonso, que amor não me engana
[Houve um tempo em que, entre outros malfeitores, uma ana me azucrinava os dias. Nessa altura eu dizia que as semanas de que mais gostava eram as semanas com uma folga a meio: sem ana. :)))]
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Zhang Jing Sheng
04 dezembro, 2010
lugar comum
Drew, George W.
grey day, December
(1900)
Dezembro cinzento e gelado, no dia da despedida da mãe de alguém muito chegado. Tinha noventa e um anos, mas nunca se está preparado, disse-me o único filho que, apesar dos seus sessenta anos e do aconchego dos seus próprios filhos, estava tão orfão, como os orfãos conseguem estar. A luz quente? A pequenina Francisca [e os demais que, espera ele, não tardem a chegar] que lhe prolonga a alegria e aponta sentidos maiores para os dias. É mesmo a vida, esse lugar comum.
03 dezembro, 2010
01 dezembro, 2010
verde claro
Kelly, Ellsworth
green
(2001)
Os verdinhos do Campo Grande passaram a fase de grupos da Liga Europa como líderes e estão nos 16 avos-de-final da
28 novembro, 2010
palavras cruzadas
Mondrian, Piet
composition with blue and yellow
(1929)
Filho de peixe, espeto de pau e em casa de ferreiro um assado nada mau.
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27 novembro, 2010
sem tomar nada
Howard, Wolf
the cold outside
Fui num pé e vim no outro à cidade do Nabão. E não é que voltei sem tomar nada? :))))
24 novembro, 2010
grave geral
Tusinski, Karen
poppies in black and white
Como se não bondasse a crise, a austeridade... Tantas pessoas que se sentem tão mal com isto. Faço o que posso e deixo florzinhas saltitantes :)))
um bom dia, em geral
Rivera, Diego
el vendedor de alcatraces
... e, em geral, que todos passem um bom dia
[Adenda em forma de perguntas: alguém me explica porque razão ou razões, em dia de greve geral, há blogs que "estão fechados"? Isto não é da ordem do trabalho, pois não?]
21 novembro, 2010
há domingos assim (23)
Tusinski, Karen
november fog
Um bom dia do senhor para todos. :)))
Ravi Shankar & Philiph Glass, channels and winds
07 novembro, 2010
sequência azul: 5 zero
Miró, J.
azul I
(1961)
Miró, J.
azul II
(1961)
Miró, J.
azul III
(1961)

Miró, J.
woman in front of the sun
(1950)
Miró, J.
l'or de l'atzur
(1967)
futebol clube do porto vence sport lisboa e benfica
[Eu se fosse papoila começava a pensar seriamente no messias]
[Eu se fosse papoila começava a pensar seriamente no messias]
24 junho, 2010
cadeiras prendadas (2)
Avery, Milton
chair with lilacs
(1951)
Se o orgão vem da função
Esta suave cadeira
Sem se armar em jarrão
Fez-se uma linda floreira
20 maio, 2010
cinco quadros roubados
.
Matisse, H.
la pastorale
(1905)
Braque, G.
olivier pres de estaque
(1906)

Picasso, P.
le pigeon aux petits pois
(1911)
Léger, F.
nature morte aux chandeliers
(1922)
Modigliani, A.
la femme à l'éventail
(1919)
Roubaram estes quadros. Não creio que seja para os levarem para casa e, assim, os poderem admirar todos os dias.
06 maio, 2010
rrrrecebás flores qui lhi dou ...
.
Kulicke, R.
red, blue and yellow flowers in a grey jar
(2005)
Deixo flores. Porque sim. De cores fortes e cheirinho bom. Porque sim e para alegrar o cinzento. Porque sim.
25 fevereiro, 2010
23 fevereiro, 2010
11 janeiro, 2010
realidades claras desde há muito tempo p'ra quem quiser ver
.
Picasso, P.
o sonho
(1932)
LEMBRA-ME UM SONHO LINDO
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas
Afoga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso
Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada
Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada
Fausto
Fausto, lembra-me um sonho lindo
31 dezembro, 2009
26 dezembro, 2009
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