16 abril, 2010

paz pontual







Shabelewska, Silas
peace 4











Tempos de agora, com outroras bem presentes,
(é este o chão que nos foge para o futuro)
vivem-se em ritmo interior com umas lentes,
que de fora nos impõem estilo duro.

De eficácias e realismos dourados,
chegam miragens que alimentam ilusões,
de oásis em desertos confirmados,
com o poder que só podem saltitões.

E só se salva quem saltar sem tom nem som,
viver de jás em prisões de quantidade,
lado de fora de quem ama a liberdade

radical de ir ao fundo, de estar com.
Nestes saltos sobressaio incapaz.
Quero o contrário de ZAP(ing) que é PAZ!

7 comentários:

Rogério Pereira disse...

Deste poema, queria eu saber o autor. Posso?

Zélia Guardiano disse...

mdasol, que obra espetacular! Lindíssima! Inacreditável, até...
Um abraço

lino disse...

:))

jrd disse...

Que bonito!
Também eu quero. Posso?!...

Rogério Pereira disse...

MdSol, esqueci de lhe dizer que também escolhi um poema...
Não, não dá interregnos de guerra. É um gritar (por acaso não é hoje o dia mundial da voz?)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

:) Bom fds. espero que amanhã não falte com um daqueles habituais posts de sábado. Nõ me deixe ficar mal, please!

Goody disse...

Excelente soneto. Subscrevo em absoluto. Abreijos, fernando