19 março, 2011

todo o nada que és é teu





Ohlson, Doug
cat eyes
(1993)







Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Fernando Pessoa, antologia poética, ed. rba eds, 74


Philip Glass, metamorphosis (1), Branka Parlić (piano)

... para quem passa, neste sábado cheio de sol, em que se lembra o dia do pai [que saudades] :)))

6 comentários:

jrd disse...

Sim! :)))

Mónica disse...

mto bom

ariel disse...

No ponto!!!!!

Beijinho


:)))

mfc disse...

Vou-te dizer-te um segredo!
... adoro o teu bom gosto!

lino disse...

E a minha filha que está a 7 horas de diferença de Portugal :(

anamar disse...

Dia do pai , de sol, de "passeata", como dizem os brasileiros , e de conhecer a Odete... e rimos, conversámos, estiveste connosco com a promessa de encontros felizes..
Beijo, Maria do Sol
:))