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24 março, 2010

rain parta a chuva

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Steir, P.
spring rain
(2006




Não importa agora as razões, atrasei a consulta do viajante. Por isso hoje tive de estar muito cedo no centro de saúde dos Guindais. Como não uso guarda-chuva - já devo ter confessado que os perco a uma velocidade tal que já há muito desisti de usar -  e fui de táxi porque sim e queria ser a primeira a chegar porque sim também e por isso pedi para me virem buscar cedo e como não havia trânsito porque fui cedo cheguei lá num instante e desatou a chover de uma maneira que não cabe na cabeça de ninguém e lá não há nem uma paragem de autocarro nem nadinha para a gente se abrigar e ou me ia meter numa pastelaria ainda longe e perdia a vez ou não perdia a vez e ficava ali a molhar-me e apesar de o "anorak" ter carapuço e ser comprido, a chuva era tanta que o impermeável começou a dar de si (deve ter sido da última lavagem a seco) e fui realmente a uma pastelaria mas voltei logo porque era uma estupidez ter ido tão cedo e perder a vez e depois descobri um cobertinho pequenino na porta de uma igreja das testemunhas de jeová e subi as escadas até lá, mas não via a rua e assim continuava o perigo de não ver chegar alguém e ia e vinha espreitar e a ficar mesmo ensopada e ainda faltava meia hora para aquilo abrir e passado um  bom bocado vi uma senhora a descer a rua que para quem não sabe tem escadas a partir de certa altura portanto não passam lá carros e ao ver a senhora desci logo e felizmente ela era do centro de saúde e finalmente lá entrei mesmo antes da hora e esperei...
Que alguém faltasse à consulta e assim aconteceu e antes do meio dia lá me despachei e como estendi o anorak em cima de uma cadeira da sala de espera já estava sequinho o que não foi bom nem mau porque ao meio dia fazia um sol que até parece mentira o que tinha chovido entre as 8 e as 9 da manhã.
Singing in the rain

19 março, 2010

eu não mereço isto, de certezinha que não

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Emin, Tracey
upset 
(2007)



Já passava das 16.30 quando recebi um mail que, em síntese, diz:
  • Neste momento não existe qualquer garantia que o voo do dia ... se faça.
  • A TAP ainda não definiu uma alternativa. Só garante que não cobra qualquer taxa se os passageiros quiserem antecipar ou adiar a viagem.
  • Resta aguardar até 2ª Feira e ...
  • Se tudo continuar na mesma, decide (eu..) se antecipa, cancela ou marca a viagem noutra companhia.
Bonito. Lá se me vai a activação geral. :((

13 março, 2010

notícias completamente gratuitas (2) ou: tem pés (tade)

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Bourgeois, L.
feet
(1999)




Nem vos conto. Tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia a asa resolve lá ficar. Poizé! Tal e qual com as minhas vindas por estes lados. Ao fim de muitas viagens sem incidentes, hoje o voo foi cancelado, por causa do mau tempo. Nada que eu não pressentisse, tais o barulho do vento e o temporal durante a noite. Ainda assim, antes das 8 da madrugada, estava a fazer o check-in. Mas, passado pouco tempo o voo é cancelado.  Informações suficientes depois, forma-se uma fila enorme para receber o voucher para o hotel onde poderemos passar o dia em P.D. A fila demorou a desfazer-se, até entrarmos no autocarro. Chegados ao hotel forma-se nova e interminável fila. Só uma funcionária para atender a catrefada de gente chegada ao mesmo tempo e atender telefones. Um teste à paciência de quem espera.  Muito tempo depois, cartão na mão, subo até ao 5º andar, aliviada por poder estar à vontade e aceitando com naturalidade que com os elementos não se brinca, muito menos quando estão muito exaltados. Cartão na ranhura da porta, abro-a e... só vejo uns pés muito brancos a remexerem-se na roupa da cama e, nas fracções de segundo que separam a "visão" do decidido fecho da porta, ainda percebo mais dois. Pode isto acontecer? Voltei à recepão alvoroçada, nauseada, a chorar de tanto rir, embora a cena seja confrangedora. Nervoso miudinho, é o que é. Coloquei a questão à senhora da recepção de tal modo que, entre mil pedidos de desculpa, me atribuíu um quarto que, ou eu me engano muito, ou deve ser o melhor do hotel. Francamente! E logo tinha de me acontecer a mim! [Digo isto assim porque não me pareceu que eles, os pés, tivessem dado realmente conta].

[Entretanto, há a possibilidade de viajar ainda esta noite para Lisboa, dormir a correr num hotel e de manhã bem cedo apanhar um voo para o Porto. A ver vamos.]

[Adiantou-me bem ter marcado o voo para hoje de madrugada, para aproveitar o voo directo para o Porto, e prescindir de ficar o fim-de-semana ... Balhamedeus!]

:)))

24 setembro, 2009

tende paciência ou aproveitai o silêncio








Kato, Tomiko
looking overher shoulder




Além de andar cheiinha de trabalho, estou com uma tendinite* no ombro direito. Estou desculpada pelo desaparecimento?

Um pedido de desculpas particular ao CBO do Crónicas do Rochedo que me deixou lá esta intimação a que ainda não consegui responder. Balhamedeus!

*E dói-me que não é para se começarem a rir, está bem? Sim, já fui ao médico e já estou a tratar do assunto. Entrementes... não sei se estão a ver a hipotética ligação entre o rato do computador e o referido ombrinho...
Hoje só mando beijinhos porque os abraços podem atrasar-me a recuperação :))))))

14 julho, 2009

ex certos

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Berckheyde, J.
the baker
(1681)





... Também gosto muito de pão. Muito mesmo. Gosto imenso de padarias e do seu cheiro. Mas, a minha história com padeiros é demasiado frustrante. A única vez que fui levada ao colo por um padeiro, ele deve ter ficado tão atrapalhado com a ninfa, de roupão e camisa de noite, desmaiada nos seus braços, que se atarantou e tropeçou nas escadas que subia comigo ao colo. Certo e sabido que bati com a cabeça nas escadas e acordei do desmaio sem delongas estilísticas. Acto contínuo, dei conta de mim e do que se passava e, imediatamente, subi o resto das escadas sozinha, sem o padeiro que, preocupado, só dizia, ó menina desculpe, eu levo-a, olhe que pode cair. Mas eu lá fui, continuar a dormir em sossego. A amiga que me meteu na cena que se entendesse com o padeiro e lhe agradecesse o gesto trapalhão.