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12 fevereiro, 2011
sábado de manhã (147)
Picot, François Edouard
odalisque
(1829)
Ainda a descansar, a ver se recupera das vigílias e das manifestações na praça Tahrir e ruas do Cairo. Viva! :)))
25 junho, 2010
um lado da bola
Picasso, Pablo
football
(1961)
"Do verdadeiro adversário passa para ti uma coragem infinita"
Franz Kafka, aforismos, ed. Ulmeiro, 11
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Adenda: Deixei algures por aí um comentário a um post que criticava as opções do seleccionador português, para o jogo de hoje com o Brasil. De tão extenso e inusitado resolvi copiar para aqui, com algumas correcções de pormenor:
Sortilégios do desporto. A maioria dos seus critérios de qualidade são muito fáceis de entender. Correr mais rápido, saltar mais alto ou mais longe, encestar a bola mais vezes, marcar mais golos... Mas, uma das excepções a esta facilidade toda reside nas questões da optimização da forma e do desempenho individual nos desportos de equipa, futebol incluído. A gestão táctico-técnica de uma equipa, e por maioria de razão de uma selecção, que tem um tempo "de conjunto" escasso, inclui muitos factores além da forma estritamente desportiva, chamemos-lhe assim. E, se as variáveis que estão em causa, podem ser do conhecimento público, o seu estado num dado momento e o modo como se devem relacionar só podem estar nas mãos de quem acompanha o processo de preparação.
O jogo é marcado pela contingência. [e, de um modo acentuado, o futebol, modalidade muito aberta]. É esta contingência que dá o sal ao jogo, porque torna o seu desfecho sempre indeterminado. Ora, a contingência do jogo pode tornar as melhores opções, previamente definidas face aos dados existentes, um desastre imprevisível.
Falar de fora é fácil.
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Adenda: Deixei algures por aí um comentário a um post que criticava as opções do seleccionador português, para o jogo de hoje com o Brasil. De tão extenso e inusitado resolvi copiar para aqui, com algumas correcções de pormenor:
Sortilégios do desporto. A maioria dos seus critérios de qualidade são muito fáceis de entender. Correr mais rápido, saltar mais alto ou mais longe, encestar a bola mais vezes, marcar mais golos... Mas, uma das excepções a esta facilidade toda reside nas questões da optimização da forma e do desempenho individual nos desportos de equipa, futebol incluído. A gestão táctico-técnica de uma equipa, e por maioria de razão de uma selecção, que tem um tempo "de conjunto" escasso, inclui muitos factores além da forma estritamente desportiva, chamemos-lhe assim. E, se as variáveis que estão em causa, podem ser do conhecimento público, o seu estado num dado momento e o modo como se devem relacionar só podem estar nas mãos de quem acompanha o processo de preparação.
O jogo é marcado pela contingência. [e, de um modo acentuado, o futebol, modalidade muito aberta]. É esta contingência que dá o sal ao jogo, porque torna o seu desfecho sempre indeterminado. Ora, a contingência do jogo pode tornar as melhores opções, previamente definidas face aos dados existentes, um desastre imprevisível.
Falar de fora é fácil.
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