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04 maio, 2010

jeito branco

 .

Cristina Branco, o meu amor (Chico Buarque)

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

Chico Buarque

15 julho, 2009

música e não só

.

Wim Mertens, struggle for pleasure

22 junho, 2009

tarde em Itapoã


Maria Bethânea, tarde em Itapoã (ao vivo)

Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
Um arco íris no ar
Depois na praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de côco

É bom
Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã
Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã

Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro do céu e mar
Bem devagar e sentindo
A terra toda rodar

É bom
Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã
Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã

Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que diz-que macio
Que brota nos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapoã

É bom
Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã
Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã

Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã

Passar uma tarde em Itapoã
Ao sol que arde em Itapoã
Ouvir o mar de Itapoã
Falar de amor em Itapoã

Toquinho e Vinicius (1971)