26 abril, 2012
propaga, anda!
A propaganda mudou. Ora, trata-se de realçar o que há de positivo! Do PR aos noticiários, a coisa está afinada. Agora mesmo estou com uma pontada enorme de orgulho luso, a propósito do queijo amarelo (não fixei o nome da terra), da flor de sal de Tavira e das panelas silampos, que eu já conhecia porque, em tempos, o João Ratão caíu numa delas.
25 abril, 2012
21 abril, 2012
14 abril, 2012
07 abril, 2012
31 março, 2012
sábado de manhã (206)
Gedő, Ilka
sleeping woman in the ghetto
(1944)
[Eu sei que os tempos estão mauzotes, mas não quero agoirar tanto como a data e a circunstância desta senhora a dormir sugerem. O melhor mesmo é estar de atalaia, dado que las hay, las hay]
24 março, 2012
17 março, 2012
10 março, 2012
03 março, 2012
25 fevereiro, 2012
sábado de manhã (201)
Avery, Milton
nude with red drape
(s/d))
[até parece que esta senhora ficou amuada por não ter aparecido no redondinho número 200. Para virar assim as costas, não é?]
22 fevereiro, 2012
pausa da mente

Waldach, Brigitte
pause
(2008)

Madahar, Neeta
cosmoses mixed X (positive)
(2007)
Não se trata do jejum e da abstinência característicos do tempo que, para alguns, se inicia hoje. É mesmo por manifesta falta de ... As senhoras de sábado de manhã, com a sua indomável vontade de aparecer, cá estarão!
Até breve :)))
Até breve :)))
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18 fevereiro, 2012
sábado de manhã (200)
Santerre, Jean-Baptiste
woman pulling a curtain
Bom diaaaaaa! Ao fim de 200 manhãs dorminhocas não podia deixar de desejar um bom dia a quem passa. assim, olhos nos olhos. :)))
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sábado de manhã
17 fevereiro, 2012
são só rosas
Laugé, Achille
vase of roses
Gilbert Bécaud, l'important, c'est la rose
Toi qui marches dans le vent,
Seul dans la trop grande ville,
Avec le cafard tranquille,
Du passant
Toi qu'elle a laissé tomber
Pour courir vers d'autres lunes,
Pour courir d'autres fortunes,
L'important…
L'important,
c'est la rose,
l'important,
c'est la rose,
l'important,
c'est la rose,
crois-moi…
Toi qui cherches quelque argent
Pour te boucler la semaine,
Dans la ville, tu promènes
Ton ballant,
Cascadeur, soleil couchant,
Tu passes devant les banques,
Si tu n'es qu'un saltimbanque,
L'important…
Toi, petit, que tes parents
Ont laissé seul sur la terre
Petit oiseau sans lumière
Sans printemps
Dans ta veste de drap blanc
Il fait froid comme en Bohème
T'as le coeur comme en carême
Et pourtant…
Toi pour qui, donnant donnant,
J'ai chanté ces quelques lignes,
Comme pour te faire un signe
En passant
Dis à ton tour maintenant
Que la vie n'a d'importance
Que pour une fleur qui danse
Sur le temps
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Gilbert Bécaud
16 fevereiro, 2012
15 fevereiro, 2012
antes zenit que na(d)ir
Blackadder, Elizabeth Violet
poppies
Independentemente do resultado do jogo de hoje, o tempo lá está tão gelado que me parece bem mandar saudações calorosas às papoilinhas saltitantes que por aqui passam.
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slb.
14 fevereiro, 2012
13 fevereiro, 2012
manhã de segunda, mas uma boa semana (89)
Hoje o que eu queria mesmo era que os "marretas" que comandam a europa, em particular aqueles dois mais atrevidotes, tivessem um lampejo, uma luz bruxuleante que lhes iluminasse as excelentíssimas bentas (desculpem o sotaque do Porto).
[Claro que desejo boa semana]
12 fevereiro, 2012
há domingos assim (50)
Macdonald-Wright, Stanton
hommage à Grieg
(1954)
... de modo que desejo um bom dia do senhor a quem passa :)))
Edvard Grieg - Peer Gynt - morning mood
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Stanton Macdonald-Wright
11 fevereiro, 2012
08 fevereiro, 2012
verde, claro
Cole, Carolyn
green
Os verdes saltitam contentes e coloridos. Parabéns. Com que então, na final da Taça de Portugal!
07 fevereiro, 2012
porque hoje é terça
Delacroix, Michel
sur le banc
(1994)
Georges Brassens, les amoureux des bancs publiques
Les gens qui voient de travers
Pensent que les bancs verts
Qu'on voit sur les trottoirs
Sont faits pour les impotents ou les ventripotents
Mais c'est une absurdité
Car à la vérité
Ils sont là c'est notoire
Pour accueillir quelque temps les amours débutants
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
Ils se tiennent par la main
Parlent du lendemain
Du papier bleu d'azur
Que revêtiront les murs de leur chambre à coucher
Ils se voient déjà doucement
Ell' cousant, lui fumant
Dans un bien-être sûr
Et choisissent les prénoms de leur premier bébé
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
Quand la saint' famill' machin
Croise sur son chemin
Deux de ces malappris
Ell' leur décoche hardiment des propos venimeux
N'empêch' que tout' la famille
Le pèr', la mèr', la fille
Le fils, le Saint Esprit
Voudrait bien de temps en temps pouvoir s'conduir' comme eux
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
Quand les mois auront passé
Quand seront apaisés
Leurs beaux rêves flambants
Quand leur ciel se couvrira de gros nuages lourds
Ils s'apercevront émus
Qu' c'est au hasard des rues
Sur un d'ces fameux bancs
Qu'ils ont vécu le meilleur morceau de leur amour
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
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Georges Brassens,
porque hoje é terça
06 fevereiro, 2012
manhã de segunda, mas uma boa semana (88)
Graves, Morris
winter bouquet (camellia and quince)
(1977)
...de modo que desejo dias tranquilos, serenos e partilhados. :))))
Vinícius e Toquinho, morena flor
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Morris Graves,
Toquinho,
vinicius de morais
04 fevereiro, 2012
02 fevereiro, 2012
agonia
Fontana, Lucio
concetto spaziale
(1960)
Estou à espera que venham os apressadinhos muito entendidos discutir a violência no desporto a propósito do massacre de Port Said sem suspeitarem de que, nestes casos, o desporto em geral, e o futebol em particular, se limitam a ser uma enorme lente de aumento sobre a sociedade, que nos permite vê-la sem subterfúgios, falinhas mansas ou fugas para o lado. Entre o agon do futebol e esta agonia social está um mundo de cultura e civilização.
01 fevereiro, 2012
31 janeiro, 2012
o barato sai-nos muito caro
Garcia, Emilio
jumping brains
(esculturas em resina)
Sempre achei piada à designação "barata tonta" para nomear a agitação da incompetência desnorteada. Quando penso nos spin doctors belenenses imagino uma catrefada delas. Como a coisa corre de mal a pior, lá vem a escapadela de cernelha sob a forma de desmentido formal. A encarnação da sonhada troika caseira (um governo, uma maioria na AR e um presidente) está a dar um resultado verdadeiramente de estalo.
porque hoje é terça
Staël, Nicholas de
la seine
(1954)
Ana Moura & Patxi Andion, para além da saudade
Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.
Lo que lloro es diferente
Está en el centro del alma
Mientras, en cielo silente
La nube se mece en calma
E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.
Pero al fin, lo que es llanto
En esta triste amargura,
Vive en el cielo mas alto.
En la nostalgia mas pura.
No se lo que es, ni consiento / Não sei o que é nem consinto
Al alma saberlo bien. / À alma que o saiba bem.
Visto el dolor con que miento / Visto da dor com que minto
Dolor que en mi alma es ser. / Dor que a minha alma tem
Letra de Fernando Pessoa
Música de Patxi Andión
em "Para Além da Saudade"
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Nicolas de Staël,
Patxi Andion,
porque hoje é terça
28 janeiro, 2012
27 janeiro, 2012
desatino
Juízo digno de sexta-feira ao fim da tarde:
Tal como o Costa Concordia, Portugal virou antes de ameaçar afundar. Entretanto, continuam as operações de trasfega a um bom ritmo.
Tal como o Costa Concordia, Portugal virou antes de ameaçar afundar. Entretanto, continuam as operações de trasfega a um bom ritmo.
25 janeiro, 2012
li verdade
Oh pah, onde estão as 50 pessoas que há mais ou menos um ano andavam roxinhas de falta de ar, asfixiadinhas de todo e fartas dos modelitos outono-inverno de tal modo que resolveram vestir-se de branco?
com censura
Kesrouani, Joe
censure
(2006)
100 sura. Uns nunca a conheceram, outros já estarão esquecidos dela. Reaparece sempre sob novas formas. Não estavam à espera de a ver em tons de azul e formas de lápis Viarco, pois não? O que eu mais gosto nestas alturas é constatar que, nestas instituições, o planeamento é mesmo feito a tempo e horas e aos diferentes níveis. A única falha é que não informam os interessados. Está sempre tudo planeado há muiiiito, mas os interessados só sabem quando um deles se atreve a dar uma curva a uma velocidade que a direcção não aguenta.
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Joe Kesrouani,
política
24 janeiro, 2012
o presidente de Secunda
Secunda, Arthur
a troubled president
You may fool all the people some of the time, you can even fool some of the people all of the time, but you cannot fool all of the people all the time (Abraham Lincoln).
.
[Não sei se cito correctamente A.L., mas a ideia é esta. Parece que a película de celofane finalmente se rasgou. Fez ontem um ano que foi reeleito. Ainda faltam mais quatro. Balhamedeus.]
porque hoje é terça
Céu & Herbie Hancock, tempo de amor
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Céu,
Herbie Hancock,
porque hoje é terça
23 janeiro, 2012
manhã de segunda, mas uma boa semana (87)
Loop, Williams Leota
heavenly blue morning glories
Gloriosa, poderosa e mais coisas terminadas em osa, como, por exemplo, amorosa, ditosa, vaidosa, cautelosa e proveitosa. Ah! refiro-me à semana. :))))
Né Ladeiras, sonho azul
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Né Ladeiras,
Williams Leota Loop
21 janeiro, 2012
19 janeiro, 2012
aproveitamento [O Zeca Afonso que me perdoe]
Fernandes, Gustavo
nabo no pedestal
2004
Zeca Afonso, menina dos olhos tristes
Ministro da fala triste
O que tanto o faz andar
O mercadinho não volta
Com novas p' ro alegrar
Vamos senhor pensativo
Olhe o tempo a passar
O mercadinho não volta
P´ra seus ditos confirmar
Senhor de meios cansados
Porque fatiga a sebenta
O mercadinho não volta
E há notícias de arrebenta
Nem fica triste consigo
Notação não o faz chorar
E o mercadinho não volta
Sem ser p'ra nos arrasar
Merkel sua comandante
é que o pode informar
Que o mercadinho na volta
Só lhe interessa o que restar.
Vem num pacote sinistro
Sem dignidade ou tostão
Pensa lá bem ó ministro
se terás algum perdão.
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aproveitamentos,
coisas cá minhas,
Zeca Afonso
17 janeiro, 2012
porque hoje é terça
Jansons, Max
love
(2009)
Elis Regina, a noite do meu bem (em francês)
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
quero a primeira estrela que vier
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
quero o abandono de flores se abrindo
para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
quero ternura de mãos se encontrando
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero o amor, o amor mais profundo
eu quero toda beleza do mundo
para enfeitar a noite do meu bem
Mas como esse bem demorou a chegar
eu já nem sei se terei no olhar
toda ternura que eu quero lhe dar
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Elis Regina,
Max Jansons,
porque hoje é terça
16 janeiro, 2012
manhã de segunda, mas uma boa semana (86)
De Niro Sr., Robert
still life of fruit and flowers on a table
(1961)
Boa semana, com flores, frutos e tudo e tudo e tudo ...:)))
Rodrigo Leão, ventozela
[sim, o autor do quadro é pai do filho] :))
15 janeiro, 2012
há domingos assim (49)
Young, Dan
starry night in January
fique bem em tempo frio
e tempos de escuridão:
ouça de fio a pavio
a música aqui à mão.
George Winston, January stars
Um bom dia do senhor para quem passa. :)))
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14 janeiro, 2012
13 janeiro, 2012
descompassos
Boakye, Lynette Yiadom
politics
(2005)
De Merkozy a Merkoelho, passos de muito destrambelho. (via FB)
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política
12 janeiro, 2012
agasalho
Katz, Alex
january
(1993)
Janeiro quente traz o diabo no ventre.
[Ainda bem que o tempo arrefeceu porque de mafarricos estamos bem servidos, muito obrigada.] :)))
[Ainda bem que o tempo arrefeceu porque de mafarricos estamos bem servidos, muito obrigada.] :)))
11 janeiro, 2012
racionar
racionar | v. tr. |
v. tr.
1. Impor oficialmente ração a. [Quem manda, pode]
2. Distribuir (géneros) em rações.[ não confundir com divisão equitativa]
3. Limitar a quantidade de.[só tem quem paga]
Não me custa admitir que seja preciso algum racionamento, nomeadamente a propósito de alguns desmandos das imposições agressivas das indústrias ligadas à medicina.
Até me agradaria que se partisse para um paradigma mais preventivo, mais integrado, mais preocupado com a promoção de qualidade de vida como um todo, em que os cuidados de saúde estariam ligados a cuidados gerais de bem estar das pessoas.
Bolas, o que não me passa pela cabeça é que racionar passe a significar que, a partir de certa idade, quem não tem $ não tem vícios, nomeadamente de hemodiálise. É preciso ser muito alienado para colocar a discussão nestes termos.
manhãs sem manha, com amanhã que se apanha
Parker, Erik
other side of morning
(2011)
Eric Clapton, early in the morning
A manhã parada
O azul.
A fundura da pupila.
Não é ainda a sede,
a matilha,
a febre.
O tronco nu -
a luz vacila.
Eugénio de Andrade, matéria solar, 10.
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trilogias
10 janeiro, 2012
Oh Aninhas, tu não te aninhes
Vou ficar a pensar no novo programa da SIC-N, moderado pela Ana Lourenço, Contracorrente. Este primeiro está a parecer-me, no mínimo, estranho. [Um exemplozinho: mal o António Vitorino arrancou claro e directo contra uma afirmação da Manuela Ferreira Leite, sobre tratamentos de saúde, mudou logo de assunto] [O conjunto dos convidados é muito catita: os já referidos, mais Manuel Sobrinho Simões, António Barreto e Francisco Balsemão]. Será que a Aninhas se aninha?
porque hoje é terça
Fausto, fascínio e sedução
e elas são muito luxuriosas na sua lascívia e muito se animam em gestos por luxuriar e transluzem na dança das pernas pela arte das mãos os olhos que brilham e fitam de alto a baixo a questão e deslizam no ventre dos corpos suados os dedos se no deleite era muito mais doce essa consolação que desenha pela curva da coxa a sombreada elegância e a cor do meu e do seu à mais curta distância leve como um beijo leve o seu bailar quente o seu desejo quente quente como o ar roda vira e mexe o seu colo gira gira como um pião treme como a seda pela palma da mão serpenteia o seu ventre e geme como o vento suão
09 janeiro, 2012
manhã de segunda, mas uma boa semana (85)
Valtat, Louis
bouquet d'anémones et jonquilles
Uma semana com as cores quentes e as formas doces dos afectos. :))
08 janeiro, 2012
há domingos assim (48)

Burchfield, Charles Ephraim
the window by the alley
(1917)
Um suave dia do senhor, com janelas para a lonjura, chão onde não há lugar para becos sem saída. :)))
[A música é surpresa para ouvir de olhos fechados] :)))
AS JANELAS
As janelas
por onde entram as silvas,
a púrpura pisada,
o aroma ds tílias, a luz
em declínio,
fazem deste abandono
uma beleza devastadora
e sem contorno.
Eugénio de Andrade, rente ao dizer, 40
07 janeiro, 2012
06 janeiro, 2012
dia de reis
Reis Magos
(em porcelana chinesa, claro)
[Um bom dia de leis pala todos. Se não gostalem desta ilustlação, desliguem o computadole da colente pala deixalem de vêle. : )) ]
05 janeiro, 2012
03 janeiro, 2012
boas notícias
Guogu, Zhen
computer controlled by pig´s brain ( 2.2)
(2006)
Vejo, com satisfação, que os portugueses estão muito mais urbanos e cosmopolitas.
- Centremo-nos, por exemplo, naquelas reportagens de rua que as tv's apresentam regularmente para ilustrarem a voz do povo sobre um assunto quente, num dado momento. Pois bem, muito ultimamente só vemos gente cordata, compreensiva, que reconhece os problemas, mas tem uma atitude construtiva.
- Sobressai, também, uma maior racionalidade dos comportamentos, nomeadamente na capacidade de planeamento e no olhar objectivo com que encaram o que é proposto. Por exemplo, nunca mais nasceram bebés em ambulâncias, a caminho da maternidade, com a mera ajuda de um bombeiro expedito, mas sempre atrapalhado. Também as aldeias do interior deixaram de se sentir orfãs das suas crianças que, transportadas em carrinhas próprias, frequentam escolas fora da sua rua e os autarcas não mais barafustaram contra mais este sinal de abandono do seu território interior.
- A calma é outra evidência deste modo comedido e civilizado de estar na vida. Não há retroescavadoras a rebentar caixas de multibanco, nem assaltos à mão armada que aticem reacções primárias e atribuam a culpa somente ao ministro do MAI, e berrem a consequente demissão, pois todos percebem que o contexto do crime mudou e que o policiamento presencial, feito por gente que come e tem família, pode bem ser substituído por uma boa videovigilância em cada esquina, muito mais limpa e sofisticada.
- A lista reveladora deste súbito crescimento cívico podia ser mais longa mas o já dito parece suficiente para o revelar e, sobretudo, para mostrar o contraste enorme com a gente esganiçada que costumava aparecer assaz descabelada, não há muito tempo, nas reportagens televisivas. Isto só pode ter que ver com um surto formativo extraordinário, que elevou muitíssimo os níveis de educação e de racionalidade do povo, num curto espaço de tempo.
- Ah! E como se nota o elevado grau de aprendizagem das técnicas da prestidigitação traduzida nos modinhos daqueles que, neste momento, fazem o controlo e a vigilância de todos nós. Um descansinho.
porque hoje é terça
Simon and Garfunkel, the sound of silence
By the way: não há silêncio que tanto aguente, por isso é melhor irmos descortinando os sons necessários para virar este silêncio pesado contra a conversa que nos impõem.
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Simon e Garfunkel
02 janeiro, 2012
manhã de segunda, mas uma boa semana (84)
Hesson, Dyana
not the end, but the beginning
Jane Monheit, começar de novo
Grandeza do Homem
Somos a grande ilha do silêncio de deus
Chovam as estações soprem os ventos
jamais hão-de passar das margens
Caia mesmo uma bota cardada
no grande reduto de deus e não conseguirá
desvanecer a primitiva pegada
É esta a grande humildade a pequena
e pobre grandeza do homem
Chovam as estações soprem os ventos
jamais hão-de passar das margens
Caia mesmo uma bota cardada
no grande reduto de deus e não conseguirá
desvanecer a primitiva pegada
É esta a grande humildade a pequena
e pobre grandeza do homem
Ruy Belo, grandeza do homem
{relação, [aquele grande rio eufrates],
todos os poemas,Assírio e Alvim, 58}
{relação, [aquele grande rio eufrates],
todos os poemas,Assírio e Alvim, 58}
By the way: A nossa perfeita imperfeição obriga-nos sempre a recomeçar. E é tão importante termo-nos uns aos outros. [Deu-me para a ética, podia dar-me para pior, não é?] :)))
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Jane Monheit,
Ruy Belo
01 janeiro, 2012
2012
Morris, Robert
blind time VI, moral void
(2000)
"Não existe, portanto, um nível definitivo de dignidade mas sim um progresso que, historicamente, se manifestou no reconhecimento dos direitos. Uma ética constituinte acolhê-los-á sem dúvida, mas mudando-lhes o sentido, porque os considerará compromissos e não leis físicas, ideias de um Eldorado inexistente. Ao clarificar as implicações desta expansão da justiça depararemos com uma surpresa. Pelo menos foi-o para mim. A ideia de justiça não me parece criadora. Na origem de todos os grandes avanços sociais houve sempre alguém que foi além da justiça. Que se esforçou mais do que lhe cabia. A expansão do universo da dignidade provém de um entusiasmo criador de valores, a que chamaria amor se esta palavra não estivesse absolutamente inutilizada para todo o discurso coerente. Este sentimento aparece como grande criador de valores éticos. Pertence ao momento inventivo da ética, que depois terá de ser corroborado e justificado pelos procedimentos racionais."
José Antonio Marina, Ética para Náufragos, Ed. Caminho 170
O que eu queria mesmo é que 2012 fosse o ano da ética ou mesmo das éticas [dada a complexidade do mundo e de acordo com a co-existência humana e desde que não se caia naquele relativismo em que mais vale assumir que vale tudo e ao valer tudo é o mesmo que não valer nada e o mais forte é que acaba por valer] .... mas eu sei que é pedir muito e tal...
Um ano bom, caríssimos vizinhos da blogosfera: :)))
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Robert Morris
31 dezembro, 2011
sábado de manhã (193)
Qiusha, Ma
warm snow
(2008)
fotografia
[China]
[... neve quente como aconchego ..., pois não sei, mas é melhor irmo-nos habituando a este confronto de culturas e mundividêncas]
30 dezembro, 2011
idipi
Dehai, Pan
progressing nº2
(2007)
Com que então Í DÍ PÍ. É a vida, são os tempos!
[Porque sorria tanto Paulo Portas?]
[Vítor Gaspar é muito mais rápido quando fala em inglês]
[Álvaro sem luz nenhuma]
[Mexia em movimento seguro]
28 dezembro, 2011
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