Georges Brassens, les amoureux des bancs publiques
Les gens qui voient de travers
Pensent que les bancs verts
Qu'on voit sur les trottoirs
Sont faits pour les impotents ou les ventripotents
Mais c'est une absurdité
Car à la vérité
Ils sont là c'est notoire
Pour accueillir quelque temps les amours débutants
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
Ils se tiennent par la main
Parlent du lendemain
Du papier bleu d'azur
Que revêtiront les murs de leur chambre à coucher
Ils se voient déjà doucement
Ell' cousant, lui fumant
Dans un bien-être sûr
Et choisissent les prénoms de leur premier bébé
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
Quand la saint' famill' machin
Croise sur son chemin
Deux de ces malappris
Ell' leur décoche hardiment des propos venimeux
N'empêch' que tout' la famille
Le pèr', la mèr', la fille
Le fils, le Saint Esprit
Voudrait bien de temps en temps pouvoir s'conduir' comme eux
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
Quand les mois auront passé
Quand seront apaisés
Leurs beaux rêves flambants
Quand leur ciel se couvrira de gros nuages lourds
Ils s'apercevront émus
Qu' c'est au hasard des rues
Sur un d'ces fameux bancs
Qu'ils ont vécu le meilleur morceau de leur amour
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'fouttant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui s'bécott'nt sur les bancs publics
Bancs publics, bancs publics
En s'disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des p'tit's gueul' bien sympatiques
Estou à espera que venham os apressadinhos muito entendidos discutir a violência no desporto a propósito do massacre de Port Said sem suspeitarem de que, nestes casos, o desporto em geral, e o futebol em particular, se limitam a ser uma enorme lente de aumento sobre a sociedade, que nos permite vê-la sem subterfúgios, falinhas mansas ou fugas para o lado. Entre o agon do futebol e esta agonia social está um mundo de cultura e civilização.
Eu sei que são instâncias e níveis diferentes mas... Há qualquer coisa que não bate certo no entendimento e na organização da nossa sociedade quando se assiste a este tipo de coisas. É espreitar aqui e aqui. A conclusão é de cada um.
Garcia, Emilio jumping brains
(esculturas em resina)
Sempre achei piada à designação "barata tonta" para nomear a agitação da incompetência desnorteada. Quando penso nos spin doctorsbelenenses imagino uma catrefada delas. Como a coisa corre de mal a pior, lá vem a escapadela de cernelha sob a forma de desmentido formal. A encarnação da sonhada troika caseira (um governo, uma maioria na AR e um presidente) está a dar um resultado verdadeiramente de estalo.
Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.
Lo que lloro es diferente
Está en el centro del alma
Mientras, en cielo silente
La nube se mece en calma
E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.
Pero al fin, lo que es llanto
En esta triste amargura,
Vive en el cielo mas alto.
En la nostalgia mas pura.
No se lo que es, ni consiento / Não sei o que é nem consinto
Al alma saberlo bien. / À alma que o saiba bem.
Visto el dolor con que miento / Visto da dor com que minto
Dolor que en mi alma es ser. / Dor que a minha alma tem
Letra de Fernando Pessoa
Música de Patxi Andión
em "Para Além da Saudade"
Juízo digno de sexta-feira ao fim da tarde:
Tal como o Costa Concordia, Portugal virou antes de ameaçar afundar. Entretanto, continuam as operações de trasfega a um bom ritmo.
Oh pah, onde estão as 50 pessoas que há mais ou menos um ano andavam roxinhas de falta de ar, asfixiadinhas de todo e fartas dos modelitos outono-inverno de tal modo que resolveram vestir-se de branco?
100 sura. Uns nunca a conheceram, outros já estarão esquecidos dela. Reaparece sempre sob novas formas. Não estavam à espera de a ver em tons de azul e formas de lápis Viarco, pois não? O que eu mais gosto nestas alturas é constatar que, nestas instituições, o planeamento é mesmo feito a tempo e horas e aos diferentes níveis. A única falha é que não informam os interessados. Está sempre tudo planeado há muiiiito, mas os interessados só sabem quando um deles se atreve a dar uma curva a uma velocidade que a direcção não aguenta.
You may fool all the people some of the time, you can even fool some of the people all of the time, but you cannot fool all of the people all the time (Abraham Lincoln). .
[Não sei se cito correctamente A.L., mas a ideia é esta. Parece que a película de celofane finalmente se rasgou. Fez ontem um ano que foi reeleito. Ainda faltam mais quatro. Balhamedeus.]
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
quero a primeira estrela que vier
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
quero o abandono de flores se abrindo
para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
quero ternura de mãos se encontrando
para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero o amor, o amor mais profundo
eu quero toda beleza do mundo
para enfeitar a noite do meu bem
Mas como esse bem demorou a chegar
eu já nem sei se terei no olhar
toda ternura que eu quero lhe dar