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06 junho, 2011

cante-se o hino

Coisas realmente importantes num jornal televisivo de 6-6-2011: PPCoelho mora num prédio normal, um prédio como outro qualquer, com elevador que, no Sábado, ele usou... PPCoelho acordou de manhã...

05 junho, 2011

avulsos

  1. Não me lembro de ter ponderado tanto o meu voto como hoje.
  2. Votei o mais racionalmente que fui capaz, prescindindo de estados de alma no meio de muita  espuma a  tentar tentar-me.
  3. Momento pitonisa: vai haver surpresas em alguns resultados.

05 maio, 2011

muito me custa estar a ouvir três tipos a falar em inglês acerca do que os portugueses vão ter de fazer... eu acho que temos todos de estar envergonhados, mesmo sabendo que nem todos temos os mesmos motivos para ter vergonha... e os tipos, dentro do género, dão dez a zero aos correspondentes portugueses, sempre enfatuados e que para dizerem A dão mais voltas do que eu a escrever este título e aos jornalistas que, o mais das vezes, perguntam coisas dispensáveis...





Kienholz, Edward
for $ 87.00
(1969)



Calma. Não se aflijam, também não é tanto assim. Houve uma troca de algarismos. São só (?) 78 mil milhões de euros.

a cinco do cinco falam os três às onze





Cambronne, James
May six
(1998)








É a cinco de Maio
de dois mil e onze
Que a troika que veio
Vai fazer uma conferência de imprensa às 11 horas da manhã, para dar conta do seu labor durante estas três semanas, e que durará aproximadamente 45 minutinhos.

É o BCE,
E o FMI,
Maila CE,
Que estão aí.

Adenda: corrigido depois do JRD ter feito o devido reparo. Ou seja, onde estava seis, deveria estar, como está agora, cinco.

19 abril, 2011

dúvida

Alguém me explica a utilidade de o PCP e o BE não terem ido falar com a troika?

12 abril, 2011

breza com fundo

 





Merrick, Thom
desert metamorphosis
(2005)






episódio Nobre desmonta uma das fronteiras da participação cívica para  muitos ingénuos, outros distraídos e outros preguiçosos (sempre à espera  do Sebastião, da senhora de Fátima, de ...) e escancara a  tenda do oportunismo político com a apresentação da barraca das contradições  absolutas do discurso: (1) na forma - "Não, categoricamente, não"; (2) na  substância - o Presidente da AR cuida da democracia formal protagonizada pelos partidos, cujo funcionamento Nobre combateu de forma tão chã.
Mesmo que, para Nobre, a realidade mude à velocidade da luz e o seu discurso acompanhe essa vertigem,  ninguém é alternativa às práticas do sistema, como Nobre se insinuou, indo  cuidar das suas formalidades. Ou, então, o caso é, ainda, muito mais  grave.

08 abril, 2011

cadeiras prendadas (7)





Smith, Kiki
fallen chair
(2008)



O assento está tombado,
Deu c' os costados no chão.
P'ra novo rabo sentado
Diz querer clarificação.

07 abril, 2011

arrebol





Hai Pong, Dao
red sunset
(2008)





[arrebol geral a reboque da rebaldaria de uns particulares]

24 março, 2011

co lapso






Rego, Paula
the old republic
(2005)







Depois de ouvir alguns protagonistas do momento, depois de não ouvir alguns protagonistas do momento, olhem ... haja fé na esperança ...
.... 

 noiserv, 11:15 am - the sad story of a little town

23 março, 2011

des apontamento






Muhs, Jeff
descent of spring






Era o que me faltava: a primavera resolver acompanhar a descida do resto. Não há queda que resista a tanta decadência. Os derrubes sucedem-se desapontados e as ruínas erguem-se entre o derramamento das tácticas mais egoístas. As reservas delapidam-se e vamos todos por aí abaixo... A descida é trambolhão e desastre.

10 março, 2011

background







Kostabi, Mark
political disease
(1989)






No fundo, no fundo, estou curiosa para ver o fundo dos cartazes nas manifs do próximo dia 12.  A minha sugestão é que devem reforçar bem os cabos dos ditos. Com o impulso dado pelo sr. PR, nunca se sabe se, em vez de frente de ataque, não se gera mazé uma guerra dos chamorros.

se é para fazer ouvir a voz ... [ shiuuu, sou jovem de espírito, ora bem]







Rütimann, Christoph
sans titre
(2010) 
[acrílico sob vidro e sobre tela]





1) É de mim ou uma desusada desenvoltura na leitura das várias páginas do speech, terá a ver com um treino intensivo e de última hora, à maneira do Lionel Logue?
2) É de mim, ou quem traça um quadro castastrófico  do país, como traçou, com o poder e as incumbências que tem, para dar algum sentido às suas próprias palavras, tem de tomar imediatamente decisões em consonância? Se não o faz, para que fala assim? Para imitar os bloggers e jornalistas que gostam de começar postes com um link soberbo em cima de frases do tipo: tal como já disse aqui? Não deve ser, não ...
3) É de mim, ou quem vê o país como o descreveu e sendo o mais alto magistrado da Nação há cinco anos, só muito cinismo seráfico o levou a ficar calado até agora? Ou o mundo mudou mesmo de repente, assim, nos últimos dois meses?
4) É de mim, ou  há uma enorme falta de dimensão histórica e de estadista do senhor eleito? O discurso dele é tão mobilizador como os choros pagos das antigas carpideiras nos enterros ...
5) É de mim, ou a sua pseudo candura, oferecida à vista pela rigidez do rosto, pela secura de carnes e pelo cavaquear sobre um percurso de vida valente, duro, de quem veio de baixo, é mazé uma convicção de predestinado, entulhada de sobranceria e atravancada de egocentrismo num amontoado de representações mentais muito pouco claras?
6) É de mim, ou quem faz política no sentido mais restrito do termo, ao tempo e nos cargos elevados em que o senhor a tem feito, fazer o discurso anti políticos só mesmo na reinação e nunca com ar de quem está a sentenciar algo importante que só ele tem credibilidade para fazer?
7) Quem encarou esta eleição presidencial de forma quase diletante, também não fica nada bem na fotografia.

09 março, 2011

quarta-feira de cinzas







Reuther, Kit
ash & dust








Em dia de tomada de posse, resigno-me a recordar o post com que assinalei a eleição.

23 fevereiro, 2011

cadeiras prendadas (6)






Hongtao, Tu
chair
(2008)






Já 'stou velha, mais que gasta,
P'la criatura em mim sentada
Co'a doudice não se afasta
E eu não fico alibiada.

10 fevereiro, 2011

preto no branco







Steinberg, Saul
Egypt
(1967)






Mubarak ostenta um cabelo preto retinto, o que me sugere que o tinge. Naquela idade, tanto breu exterior só por influência directa de Hórus ou do papá Osíris. O  breu interior fica por conta do próprio, claro! Quanto ao que disse na comunicação aos egípcios, deve julgar que são todos loiros platinados: então, depois de 30 anos em que trabalhou arduamente para que as coisas chegassem ao ponto a que chegaram, vai ele mesmo liderar a mudança? Haja Ísis.

11 dezembro, 2010

ferrugem e teias de aranha




Magritte, R.
dangerous liaisons
(1926)






É o candidato Cavaco Silva no casino (estas coisas também têm um lado simbólico) a dizer-se envergonhado com a fome e eu aqui no meu canto a sentir-me cada vez mais envergonhada com ele. Se alguém tiver um descaramentómetro submeto-me voluntariamente ao controle anti-descaramento, desde que não seja só eu a ser controlada. Há limites.

Adenda: Eu conheço a história da panela de barro e da panela de ferro, mas também sei que sabem que se deu esta coincidência. Depois de publicar este post dei com este, cuja ideia é exactamente a mesma, só que muito mais bem escrito.

05 dezembro, 2010

desatravanquem o ambiente





Watanabe, Motoko
mist







Pelamordedeus acabem-me com tanta santificação. A continuar assim, acaba canonizado no altar das (in)competências actuais, que precisam de nevoeiro que as disfarce e de pau-de-cabeleira que ampare o previsível casamento de conveniência. Daqui, do meu olhar modesto, até me parece falta de respeito.

04 dezembro, 2010

sata peia


A sapateia (o som é mau e a imagem também que é para nada destoar)

O disparate é tal que mais parece uma escorregadela numa casca de banana.  E apesar de ser mais uma excepcionalidade entre tantas outras que por aí grassam, sem piada nenhuma, caíu-lhe tudo em cima! Ah pois. Se tinha ideias de voar além da Sata ...  O tapete já se lhe embrulha todo nos pezitos, a dançar a sapateia.