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13 dezembro, 2010

sinto-me... encavacada (2)

Pior do que a angústia do guarda-redes antes do penalty é a angústia recorrente depois da promulgação. É sempre desajustado tornar públicos estes desajustes entre a consciência e a caneta. No caso da promulgação da lei do financiamento dos partidos, como se deduz do que se diz aqui, o desabafo põe uma casca de banana na lei, para ver se ela se estatela no impacto da opinião pública e salta naturalmente do seu capote presidencial. Já neste caso foi uma punhalada seráfica (com uma almofada de sumaúma a ajudar) nas costas do seu eleitorado tradicional. Ou seja, se no primeiro caso promulgava contrariado a seguir deveria conter-se no desabafo. No segundo caso, pura e simplesmente não promulgava, por mais voltas que essa decisão implicasse. Mas a hipocrisia que é tentar agradar a gregos e atrair troianos até resulta nos lugares mais insuspeitos da sua comissão de honra.

sinto-me ... encavacada (1)

Ainda a propósito das últimas intervenções do recandidato Cavaco Silva a PR: é dos casos em que eu não entendo como se pode esperar seja o que for além da falta de surpresa que é já sabermos que não se pode esperar nada daquilo que o país precisa. Nem entendo o argumento da estabilidade, por causa da crise. Uma coisa é estabilidade outra é a pobreza da mesmice.

11 dezembro, 2010

ferrugem e teias de aranha




Magritte, R.
dangerous liaisons
(1926)






É o candidato Cavaco Silva no casino (estas coisas também têm um lado simbólico) a dizer-se envergonhado com a fome e eu aqui no meu canto a sentir-me cada vez mais envergonhada com ele. Se alguém tiver um descaramentómetro submeto-me voluntariamente ao controle anti-descaramento, desde que não seja só eu a ser controlada. Há limites.

Adenda: Eu conheço a história da panela de barro e da panela de ferro, mas também sei que sabem que se deu esta coincidência. Depois de publicar este post dei com este, cuja ideia é exactamente a mesma, só que muito mais bem escrito.