28 fevereiro, 2010

pronto, o seportingue ganhou ao fêa cêa pêa

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Josignacio 
vase of flowers in green
(2009)



Hauser, S.
lion hawk in flight
(2004)



Prontossss. O SCP ganhou ao FCP. Parabéns. Está a mouraria toda contente, que eu bem sei!  E o leão até voa de alegria, qual águia desenfreada. Poizé! O desporto tem muitas virtualidades. Uma delas é o resultado nunca ser um dado adquirido. Tudo depende do desempenho de cada dia. Se nunca nada está ganho previamente, também nunca está tudo perdido. Viver no fio da contingência sabendo que a sorte dá imenso trabalho...
[snif snif snif o desgosto é tanto que me dá para filosofices....balhamedeus!]
Vá, parabéns...

um pouco mais de azul - era demais...

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Ting, W.
lady in blue
(s/ data)




Com todo o "férplei" do mundo, mas completamente azulzinha... hoje, às 20.15h, (transmissão na Sport TV)  SCP x FCP

 
Hino do FCP (reparem bem no ôh-ôh do côro)

sismo no Chile (2)

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Matta, R.
le forze del destino
(1990)









HEMOS PERDIDO AUN...

Hemos perdido aun este crepúsculo.
Nadie nos vió esta tarde con las manos unidas
mientras la noche azul caía sobre el mundo.


He visto desde mi ventana
la fiesta del ponient en los cerros lejanos.

A veces como una moneda
se encendía un pedazo de sol entre mis manos.

Pablo Neruda, veinte poemas de amor y una canción desesperada, 46 [poesia século XX, publicações dom quixote]


Inti-Illimani, esta es mi terra

[A pensar em todos, mas em especial nos amigos de horas tão marcantes, como a C., o F. o E. ...]

Tenham um bom dia do senhor! :))

27 fevereiro, 2010

sismo no Chile

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Sismo no Chile. Como estarão os meus amigos chilenos? Amigos de tempos tão importantes.

Parabéns menina D*

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Nesvadba, G.
quiet in yellows
(s/ data)





Minha querida, muitos parabéns. Muitos anos de vida e tudo e tudo e tudo. Um dia cheio, muito bom, com os teus meninos todos. Um beijo e desculpa lá eu ter aparecido mais tarde para ocupar o colinho da tia O. e do tio D. que eu sei que te sabia tão bem ...!!!! :))))
* D sim, não é engano. Os de fora é que não sabem!


Happy birthday  (mostra ao A. que ele vai gostar)

[E espreita aqui, que vais gostar de voltar a ver a neve, daquele dia quente.]

sábado de manhã (97)

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Fulay, Anuraag.
sleeping woman
(s/ data)

26 fevereiro, 2010

26 de Fevereiro de 1952

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Nicholson, B.
february 26th 1952
(lime green)
(1952)






Que se terá passado no dia 26 de Fevereiro de 1952 para o autor o assinalar na tela? No dia 26 de Fev. de 1952, o primeiro ministro britânico Winston Churchill anunciou que a Grã-Bretanha tinha a bomba atómica, mas... Se alguém puder esclarecer melhor o assunto, eu gostaria.

Tenham um bom dia 26 de Fevereiro de 2010, sem bombas* e com muita energia limpa! :)))

* Vá lá, excepção às de gasolina para não ficarem apeados...

25 fevereiro, 2010

a acompanhar verduras

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... e, como o SCP ganhou 3-0 ao Everton, na Liga Europa, agora vai jogar com o Atlético de Madrid, a  11 e 18 de Março, e os sportinguistas devem estar todos muito contentes, digo eu que percebo pouco e nem me quer passar pela cabeça que, por causa do treinador, a quem muitos já puseram o calçado com que se joga hóquei em patins, alguns até preferissem que, enfim e tal e coisa...
Parabéns aos verdes.

:))) azulzinho...

crónicas anatómicas

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Lippa, L.
bus ride
(2008)






Espreitem aqui e leiam à vontade, nomeadamente as crónicas do autocarro (já vai na 17ª.

maizum e os girassóis

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Van Gogh
le blute fin
(1886)





Foi descoberto

Se quiserem matar saudades dos girassóis, estão aqui.

saudades da madeira (2)

.

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A última vez que estive no Funchal foi no final de Maio do ano passado. Estas foram as cores que registei na altura, usando o paint no portátil, com um rato com vontade própria...










[eu sei que é preciso ter uma lata e tanto para colocar isto aqui. Mas quem dá o que tem, a mais não é obrigada... E, cada um exorcisa as coisas como pode... Estará, quiçá, (amo de paixão esta palavra quiçá) o descaramento desculpado?]

há desempenhos e desempenhos

 .

Milton & Rita Lee, mania de você  (é melhor desligarem da tradução que aparece no vídeo)
[quem avisa amigo é... ouçam e vejam até ao fim a performance de ambos...] 

MANIA DE VOCÊ

Meu bem você me dá
Água na boca
Hum! Rum!
Vestindo fantasias
Tirando a roupa
Molhada de suor
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...
A gente faz o amor
Por telepatia
No chão, no mar, na lua
Na melodia
Mania de você
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...
Nada melhor
Do que não fazer nada
Só prá deitar
E rolar com você...(2x)
Meu bem você me dá
Água na boca
Água na boca!
Vestindo fantasia
Tirando a roupa
Molhada de suor
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...
A gente faz amor
Por telepatia
Telepatia!
No chão, no mar, na lua
Na melodia...
Mania de você
De tanto a gente se beijar
De tanto imaginar
Imaginar!
Loucuras...
Nada melhor
Do que não fazer nada
Só prá deitar
E rolar com você...(2x)
Meu bem você me dá
Água na boca!

23 fevereiro, 2010

... é de ouro






Posoon Park Sung,
silence
2005







Canções (Quíchuas)
19
.
Saber ninguém pode
o que o lago esconde
em seu fundo seio.
Assim guardes tu
o que saibas de outros.
Melhor inda: esquece-o.
.
poemas ameríndios, poemas mudados para português - Herberto Helder, Assírio & Alvim, 60

Keith Jarrett, la scala (fim da 1ª parte)

[mas a música também pode ser muito douradinha...]

quietude

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Oliveira, E.
friends 5
(2010?)




daqui.

22 fevereiro, 2010

saudades da Madeira (1)

.
.




Lutes, J.
dispatch
(2009)




Ontem dei comigo a pensar porque é que a tragédia da Madeira me afectava ao ponto de não me deixar tranquilidade para fazer o que tinha para fazer. Sem familiares na ilha, sem meios para intervir além da solidariedade que  qualquer português pode prestar num momento destes, reconfortada por saber que os amigos mais chegados estavam bem,  confiante de que o possível  para recuperar do pesadelo está a ser feito, olhava as imagens com uma angústia profunda e sentia a devastação com a dor de quando pessoas e lugares nos são próximos. Ia no carro para casa, já tarde, a pensar nisto e, de repente, esbocei um sorriso. Contraditório, não é? Não, não é. Simplesmente mudei o registo do meu olhar e dirigi-o para a minha experiência de visita da ilha. Os episódios surgiram-me soltos e em catadupa. Ingénuos e simples, alguns mesmo pueris. Uns engraçados, outros simplesmente curiosos. Pensei, nos restantes minutos que durou a viagem, que poderia retomar aqui alguns. Se o tempo deixar e a disposição aparecer, assim farei.

As inúmeras vezes que estive na Madeira foi sempre a propósito de trabalho e nunca com família. O primeiro motivo do sorriso de que falei atrás, foi ter-me lembrado da cena da máquina fotográfica. Foi há  muito tempo, numa das primeiras vezes que fui à ilha. Na véspera do meu regresso ao continente, alguém muito acolhedor, retirou-se dos seus cuidados e insistiu em dar uma volta de carro comigo pela ilha,  até um local onde eu nunca tinha ido: Porto Moniz. No tempo em que ainda não havia túneis, as estradas eram más e as distâncias muito maiores do que hoje, fomos do Funchal a Porto Moniz, à ida por uma estrada, na volta por outra, para aproveitar bastante a viagem.
Na altura eu ainda usava máquina fotográfica e, naturalmente, fui tirando fotografias durante os dias em que estive na ilha, também noutros passeios, também com outras pessoas. Chegámos ao Funchal já de noite e, como é muito habitual acontecer comigo,  nunca mais me lembrei da máquina  fotográfica, que ficou esquecida no carro. Como voei bem cedo no dia seguinte, eu vim e a máquina ficou. 
Já estava cá quando, por telefone, o meu amável cicerone me confirmou que sim, que a máquina tinha ficado caída no carro. - Não se preocupe que mando-lha rapidamente pelo correio. Agradeci mais esta amabilidade e desculpei-me pelo incómodo. Percebe-se que, embora conhecidos há algum tempo, não éramos chegados.
Lembro-me de ter dado conta da demora até receber o papelinho para levantar a encomenda nos CTT (sim, isto aconteceu há muito tempo).  E lá fui aos correios. Comecei por estranhar a forma do "embrulho". Demasiado grande para a minha máquina de bolso. Abro curiosa e ...tcharaannnnnnnnn! Com uma prestabilidade inusitada, o meu conhecido tinha mandado revelar o rolo e, assim, eu além de reaver a máquina, fiquei logo com as fotografias...

ulhaseunumeportassebem!
:))))))

fatalidade da esperança

bo.


Booker, C.
the fatality of hope
(2007)


... e é a esperança, que nos aguenta e impulsiona a prosseguir, mesmo quando não compreendemos como, porquê, que raio de vida é esta. Vamos tentar ter uma boa semana.
:)

21 fevereiro, 2010

e mantem-se o supérfluo gratuito, mas muito útil para aguentar a realidade

 .
O FCP ganhou...

[ok.lá me fica a reputação de rastos, mas ...fiquei contente]

prevalece o essencial

.





Carnochan, B.
magnolia III






Hoje sou madeirense. Vejo as imagens da destruição e descubro uma afeição por aquela terra, cuja dimensão eu desconhecia. A minha compaixão para quem o temporal devastou muito além dos bens materiais. A minha solidariedade com todos. Todos.

"...

Ah! Foi precisa esta agonia
para afinal apercebermos
que tudo quanto dividia
as nossas vozes poderia
harmonizar-se em litania
aos moribundos e aos enfermos …:
- que só na última agonia
irmãos e unânimes seremos!”

David Mourão-Ferreira  
(copiei a ideia do poema)



Bach, suite para violoncelo nº 5 (bwv 1011 em dó menor)  prelúdio -  Misha Maisky


Max, pomba branca (sugestão da Ariel)

20 fevereiro, 2010

nuvens pesadas

.




Redden, S.
big clouds
(2007)




..., pelo que, pesado está o meu coração.

... flores da Madeira em dia de luto






A pensar em todos, nos muitos amigos que lá tenho, em particular no CS e na L.

N' A Barbearia do Senhor Luís a lista de blogs e meios de comunicação social da RAM

sábado de manhã (96)

 


Helleu, P. C.
dormeuse sur un canape

19 fevereiro, 2010

provérbios à minha moda (6)







Novatt, J.
chaos susse 24 Paris
(2007)
(escultura, bronze)









Dá Deus poses a quem não tem dentes...

De boas tensões está este inverno cheio.

Depois da casa roubada, abancas à porta?

Em Março, tanto turno e... pouco faço!

Tanta cabeça e é sua a sentença?

40? Está (quase) tudo por fazer, mesmo que já se tenha feito muito. Parabéns!

.





Wither, K.
big blue*
(2006)




A Susana faz hoje 40 anos. Muitos parabéns.
[Susaninha, vai entrar na melhor idade. Beijinhos, minha querida.]

* Foi o que arranjei mais parecido com uma piscina cheia de flores.



Happy birthday to U

18 fevereiro, 2010

sem salvação

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Nunca tinha visto um vómito a falar. Acabei de ver agora na sic. Que náusea profunda.

Para entenderem o meu asco ler aqui, aqui, aqui, aqui, etc...

sem estilo nenhum, nenhum ...

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Fraser, J.
in the absence of rhetoric
(2009)





O que não é grave. Até vos poupo. Para figuras de estilo já bastam os figurões e as figuronas que por aí andam a dizer que não podem dizer. Confuso, não é?

17 fevereiro, 2010

como a água descansa da água

.
 



Powers, J.
litter and bloom
(2009)










Chega sempre um momento
em que há que descansar dos homens
como a rosa do jardineiro
ou o jardim da rosa.

Como a água descansa da água
ou o céu do céu.

Como um sapato descansa do seu pé
ou um salvador da sua cruz.

Como um criador descansa do sua criação
ou a criação do seu criador.

Roberto Juarroz, poesia vertical, campo das letras, 54


Schubert, piano trio- Op. 100, 2º andamento
[piano: Dmitri Vinnik, violino: Sviatoslav Moroz, Violoncelo: Sviatoslav Moroz] 

Tenham dias bons, intensos e desprendidos, mesmo que lhes chamem quarta-feira de cinzas, como hoje. :)

sol & citação

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Auberty, M.
hard sun
(2008)



 
Sol de pouca dura, para quem tem trabalhado de sol a sol em certas teses e, agora, não pode querer sol na eira e chuva no nabal.

16 fevereiro, 2010

poesia na chuva

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Hills, L. C.
a rose in the rain 









Ser poeta
  
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior 
Do que os homens!...

Florbela Espanca

Trovante, ser poeta (voz Luís Represas)

14 fevereiro, 2010

silêncio

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Lahey, J.
orchid 
(2009)







Fez 90 anos no dia 10. Foi hoje embora, o meu querido tio A.

13 fevereiro, 2010

12 fevereiro, 2010

contradições

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J. Stark,  black sun (dissolution) (2009)

Sol de manhã, sol à tarde e o país a tiritar. O que, para as minhas perplexidades, tem um significado interessante. Como que me autoriza a dar ouvidos ao que intuo. Também neste momento, não se trata de ser a favor ou contra, não se trata de ser branco ou preto. Trata-se de tentar discorrer o mais racionalmente possível. Trata-se de tentar ver através do nevoeiro que chega de todos os lados. Trata-se de tentar ser isenta a raciocinar, recolher dados de vários saberes e, depois, tentar ser  desprendida a concluir. Trata-se de me situar, de ter posição e não de tomar um partido pré-formatado por quem eu nem sei quem é. Trata-se de tentar ir além da espuma inflamada dos que mais berram. Trata-se de tentar integrar possibilidade e realidade, para não cair na mera fantasia... É um esforço para ser livre. Trata-se de tentar...

Que sei eu, afinal? Muito pouco. Mas não gosto da algazarra feita por quem fica com muito tempo livre, porque tudo sabe de antemão e, no frenesim de se ocupar e quebrar o tédio característico de quem já tudo compreendeu, e tem certezas definitivas, salta para a rua a berrar ou discursa de um modo que não admite hesitações. Sei que estou do lado dos que são normalmente derrotados pelos chalados, pelos levianos, pelos entendidos, pelos utilizadores das circunstâncias em proveito dos seus interesses. Quase sempre a resolução dos verdadeiros problemas é inviabilizada porque os "ociosos" se apressam a mostrar trabalho...

claro amor

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Cristina Branco, o meu amor

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minha alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

11 fevereiro, 2010

o meu ídolo

 






Nelson Mandela
the window









Schadeberg, Jurgen - Nelson Mandela revisits his old cell, Robben Island (1994)




Faz hoje 20 anos que saíu em liberdade o meu ídolo.

muitos parabéns

 .





Szaggars, Sibylle
for the beauty of you











Hoje é dia de festa
Cantam as nossas almas
Para a menina Ana
Uma salva de palmas.

Muitos parabéns!

10 fevereiro, 2010

09 fevereiro, 2010

oh p´ra mim a manifestar-me à custa dos outros. [com a devida vénia que eu não quero ser apodada de oportunista]

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Vallotton, F. E.
la manifestation 
(1893





Em maré de perplexidades e poucas sínteses, recorro ao resumo do que outros, mais capazes, dizem. Aí vai:
Este apontamento em bom tempo escrito.
Esta crónica firme como um rochedo.
Este ponto de vista.
Esta  imagem sugestiva.
Além destas destas palavras, com memória e sem bruma.
E destas herdeiras da fina ironia.
Bem como estas já clássicas, citadas por meio mundo.
Mais estas, claras como água.
E esta prosa nada arrastada.

08 fevereiro, 2010

é de mim, ou isto não tem ponta por onde se lhe pegue?

Está tudo varrido? Só me lembro da história do pastor Horácio a berrar aí vem lobo, aí vem lobo, para se divertir e, depois, quando o lobo veio mesmo...
Bem se vê que só nasceu em 1968 e não percebeu bem a história que começou a terminar 6 anos depois.

Adenda: estou extasiada com a dupla Cabrita & Crespo a debitar doutrina e a ditar sentenças ali no jornal das 9 da sic-n. Mário & Felicia, são uma delícia. Crespo & Cabrita a dupla que se cita. Felícia & Mário, sensação do comentário. Cabrita & Crespo - não rima com nada de jeito.

manhã de segunda, mas uma boa semana (21)

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Aïzpiri, P.
le vase au fumeur de pipe





Deixo aqui flores, para todos. Para alegrar  a semana. Apesar dos pesares. A música aí em baixo, apesar de se referir a "pipes" diferentes do "pipe" do vaso, é bem catita para se ver, além de ouvir. Ouvejam portanto...

Pipe Dream, musica animada

[se eu bem entendi, há quem tenha deixado o seu "pipe" há pouco tempo...]

07 fevereiro, 2010

sombras neste inverno

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Azzawi, Dia
hazy shade of winter
(2008)






Um bom dia do senhor para todos, longe das sombras que nos ensombram e perseguem muito além do razoável. Pela parte que me toca continuo sem ir à papelaria...


Eleni Karaindrou, tema principal da banda sonora  do filme "The Weeping Meadow"
[esta "música" aparece aqui hoje por causa desta

06 fevereiro, 2010

palavras em português de Portugal, só isso.

.


Pastine, R.
ethics and desire, and strength's vulnerability limitless, red green series
(2009)




Não vejo maneira de arranjar posição. Para me sentir confortável na preocupação. E não estou com dores nas costas. Aliás, o corpo não me dói. Desconfio que o crescente zumbido em redor, se afirmou numa espécie de moedeira da alma. Além de ninguém gostar de ter a alma moída, também não vejo tratamento rápido. E se os males do corpo traem a competência para viver, ficar mal da alma provoca danos ainda mais fundos: desânimo, sem ânimo, sem alma... Desalmados, não vamos a lado nenhum.
Ontem não ouvi um noticiário e hoje passei pela papelaria onde costumo comprar os jornais e não entrei. Tomo estes sinais como passageiros. Posso não ser uma alienada distante - e sempre tentei não o ser - mas, também, não quero ficar uma alheada militante. Na prática fará alguma diferença?

Luís Cília, meu país (poema de Daniel Filipe)

MEU PAÍS

Meu país meu país
Do céu límpido calmo
De campos cultivados
De praias e montanhas.

É para ti meu canto
A minha esperança.

Ouço a tua voz triste
Oh, meu país sem culpa
Ouço-a nos dias mornos
No amanhecer cinzento.

E é para ti meu canto
A minha esperança.

Meu país onde a traição domina
E o medo assoma nas encruzilhadas
Meu país de prisões e covardias
E de ladrões de estradas.

Meu país de operários
Cavadores, marinheiros
Meu país de mãos grossas
Plebeu, sensual, resistente.

É para ti meu canto
A minha esperança.

Para ti meu país
Levanto a minha voz sobre o silêncio
Desta noite de angústias
E de medos.

Nada pode calar
O nosso riso aberto
Ei-lo que invade
A terra portuguesa
E vozes juvenis formam o coro.

Por isso é para ti meu canto
A minha esperança.

Já ouço passos,
Vêem na distância
Desfraldando bandeiras e cantando
E é para ti oh! meu país liberto
O seu canto de esperança e claridade.

Daniel Filipe

sábado de manhã (94)





Somov, C.
young woman sleeping
(1922)

05 fevereiro, 2010

alerta

.
.




Giannini, U.
woman with flower








...e, dadas as circunstâncias do momento, resta-me deixar uma flor, sem esquecer que cada protagonista terá de assumir as suas responsabilidades.


Maria Bethânia, grito de alerta

provérbios à minha moda (5)





Wexler, A.
prisoner of imagination
(2007)







Mais vale um pássaro na mão do que bois a voar. 

São peixes para amanhã ou podes comer já hoje?

Quem espera por sapatos de defunto, anda-lhes no encalço.

Quem sai aos céus, não tem doenças venéreas.

Gato escaldado de água fria? Tem dó

Criou fama a deitar-se na cama...

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem é.

Mais aqui, aqui, aqui e aqui

04 fevereiro, 2010

há um ano, aqui, foi assim (3)

Assim ...

anda tudo aos tombos







Bavington, T.
falling down
(2009)





A jangada de pedra à deriva? No top do pote do risco? O alforge lusitano de rastos. É que nem o cimento se aguenta. E, afinal, oh couves, em que ficamos, se as consequências já aí estão? Ai Almunia Almunia...

[By the way, estou a ouvir o Aguiar Branco na Sic-N . Não há modo de atinar com o senhor...]

a (des) propósito do modo como algumas gentes vêem certas coisas ou dizem julgar delas






Groot, Pat de
sun on water in february
(2001)











SOBRE O MAR


Sobre o mar
a mão escreve. Como se escrever
servisse para diminuir o erro.
Escreve
num país atravessado a prumo
pelo delírio.
País despossuído, pátria escura.
Que chama
transparência ao mais espesso muro.

Eugénio de Andrade, pequeno formato, 61



Amália, solidão (canção do mar)

03 fevereiro, 2010

3 de fevereiro de 1963


Era um domingo de Fevereiro 
e nevava, nevava, nevava
e no ar pairava um claro mistério além da neve
e a neve do céu deixou um anjo em nossa casa.
PARABÉNS! 

Parabéns menina linda!





Cathelin, B.
bouquet de roses rouges
à la table noire 
(1983) 





Hoog,  B. de 
sisters' playtime 
(1910)







02 fevereiro, 2010

em português nos entendemos

.





Wilton, N.
palimpsest

Isto hoje está atupido de visitas porque aqui publicaram um comentário que deixei por lá. Sosseguem que eu não passei nenhuma capina aos autores, não me referi a eles como deslarados e ninguém se  encediou comigo.  Também não me pus lá a fazer moafas e não me ocupo com qualquer estardalho. Gosto de esterroar, é o que é.  Claro que se eu fosse um moteno, ou muito entanguida, isto não aconteceria. Uma simpatia, sem mesurices e nada remisgada que eu, que não me acho farsola, assinalo.

Uxu Kalhos, erva cidreira
:)